Em SP, 56 são detidos em ato, mas ninguém é indiciado

Por Carolina Santos
Manifestantes são presos durante protesto em São Paulo | Adriano Lima/ Brazil Photo Press/ Folhapress Manifestantes são presos durante protesto em São Paulo | Adriano Lima/ Brazil Photo Press/ Folhapress

Menos de 24 horas após confrontos entre policiais e black blocs terem deixado um rastro de destruição na cidade, todos os 56 detidos por depredações e vandalismo já haviam sido soltos.

A última pessoa foi liberada do 14o DP, em Pinheiros, por volta das 4h.

Todos foram autuados pela polícia, mas por enquanto não vão responder por nenhum crime. Segundo a Polícia Civil, eles poderão ser indiciados, futuramente, se forem identificados em imagens de câmeras de segurança tentando agredir PMs ou participando de depredações.

Na região do confronto, os black blocks depredaram uma concessionária de carros, quatro agências bancárias e invadiram uma loja de móveis.

Ontem, ainda era possível ver os rastros de vandalismo deixados pelos manifestantes.

Com vidraças quebradas, duas agências bancárias não funcionaram pela manhã por medida de segurança. As  outras duas agências depredadas abriram. Uma delas, no entanto, amanheceu com três caixas eletrônicos danificados.

A concessionária depredada teve quatro vidros da fachada quebrados. Um carro também teve o vidro danificado e outro ficou com uma porta amassada. Um ônibus foi depredado e outros dois, pichados. Também houve pichações na estação Butantã do metrô e no Teatro Municipal.

A passeata, organizada por estudantes e professores da USP para reivindicar eleições diretas para reitor e melhorias na educação, começou de forma pacífica, no  Largo da Batata, mas se transformou em pancadaria e confusão na altura da avenida Eusébio Matoso. Mascarados jogaram pedras contra policiais, que revidaram com bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral.

Segundo a PM (Polícia Militar), quatro policiais ficaram feridos.

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