Chegou o verão: previna-se contra o câncer de pele

Por Marielly Campos/Portal da Band

O câncer de pele é, atualmente, o mais frequente no Brasil e corresponda a 30% de todos os tumores malignos registrados. São 176 mil novos casos a cada ano, segundo dados do INCA (Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva). Com a chegada do verão e o aumento da exposição ao sol, a prevenção deve ser redobrada. 

Existem vários tipos de câncer de pele, sendo três deles os mais frequentes: “carcinoma vaso celular, o espinocelular e o melanoma. O melanoma tem mais ou menos 5% dos casos de câncer,mas, por ele se disseminar com mais chances e mais precocemente, ele é o principal causador das mortes pela doença”, explica Juliano Vilaverde Schmitt, professor doDepartamento de Dermatologia e Radioterapia da Faculdade de Medicina da Unesp.

Os tipos não melanoma, que são os de maior incidência, têm baixa letalidade e são provocados pelo crescimento anormal e descontrolado das células que compõem a pele, segundo informa a SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia). “Essas células se dispõem formando camadas e, de acordo com as que forem afetadas, são definidos os diferentes tipos de câncer. Os mais comuns são os carcinomas basocelulares e os espinocelulares”, informa o órgão.

Sintomas

Os primeiros sintomas variam de acordo com o tipo e se manifestam por meio de pintas ou outras lesões aparentes. “No caso do melanoma a forma mais típica de manifestação é por meio de manchas acastanhadas, semelhantes às pintas, e que vão crescendo de forma desordenada”, explica Schmitt. Ainda segundo o especialista, o crescimento de forma irregular, com sinais como sangramento, ou manchas nas unhas, por exemplo, podem indicar o carcinoma.

Lesões com cor de pele normal, algumas um pouco mais escuras, como ‘bolinhas’ ou nódulos podem indicar ainda o tipo espinocelular, acrescenta o médico.

O diagnóstico da doença é dado por meio de biopsia, entretanto, segundo o médico, o aspecto da lesão já pode sugerir o acometimento do câncer de pele. Entretanto, é importante se atentar aos seguintes sintomas:

– lesão na pele de aparência elevada e brilhante, translúcida, avermelhada, castanha, rósea ou multicolorida, com crosta central e que sangra facilmente;

– Pinta preta ou castanha que muda sua cor, textura, torna-se irregular nas bordas e cresce de tamanho;

– Mancha ou ferida que não cicatriza, que continua a crescer apresentando coceira, crostas, erosões ou sangramento

Já os melanomas metastáticos podem apresentar sintomas que variam de acordo com a área para onde o câncer avançou, com nódulos na pele, inchaço nos gânglios linfáticos, falta de ar ou tosse, dores abominais e de cabeça, por exemplo, segundo informa a SBD.

A metodologia do ABCDE auxilia na identificação dos sinais perigosos (veja abaixo). Entretanto, é sempre importante procurar um especialista ao suspeitar de algum sintoma.

Causas

A radiação solar é a grande responsável pelo câncer de pele. Doenças genéticas, deficiência imunológica, alguns vírus – como o HPV – podem também aumentar o risco, mas em menor incidência do que a exposição ao sol sem proteção.

Evitar a exposição excessiva ao sol e proteger a pele dos efeitos da radiação UV são as principais formas de prevenir o câncer de pele. A SBD dá ainda algumas dicas para afastar a doença:

– Usar chapéus, camisetas, óculos escuros e protetores solares;

– Cubra as áreas expostas com roupas apropriadas, como uma camisa de manga comprida, calças e um chapéu de abas largas;

– Evitar a exposição solar e permanecer na sombra entre 10 e 16 horas (horário de verão);

– Na praia ou na piscina, usar barracas feitas de algodão ou lona, que absorvem 50% da radiação ultravioleta. As barracas de nylon formam uma barreira pouco confiável: 95% dos raios UV ultrapassam o material;

– Usar filtros solares diariamente, e não somente em horários de lazer ou de diversão. Utilizar um produto que proteja contra radiação UVA e UVB e tenha um fator de proteção solar (FPS) 30, no mínimo. Reaplicar o produto a cada duas horas ou menos, nas atividades de lazer ao ar livre. Ao utilizar o produto no dia a dia, aplicar uma boa quantidade pela manhã e reaplicar antes de sair para o almoço;

– Observar regularmente a própria pele, à procura de pintas ou manchas suspeitas.

– Manter bebês e crianças protegidos do sol. Filtros solares podem ser usados a partir dos seis meses;

– Consultar um dermatologista uma vez ao ano, no mínimo, para um exame completo.

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