Rio é referência em transplante de rins e fígado

Por Band.com.br
Luis Fernando operou e se recupera ao lado da mulher, Verônica
Rio é referência em transplante de rins e fígado

Depois de 10 anos na fila de espera por um fígado, Luis Fernando Marques da Cruz, 40 anos, comemora um mês do sucesso do transplante. Ele sofria de cirrose hepática causada por doença autoimune (quando o corpo é atacado pelo próprio organismo), a colangite escerosante primária, associada com retocolite ulcerativa.

Luis, que teve duas paradas cardiorrespiratórias 15 dias antes do transplante, e já não fazia atividades mínimas do dia a dia, como se vestir e andar, fez a cirurgia no Hospital São Francisco na Providência de Deus (HSF), na Tijuca, na zona norte, que hoje é referência nos transplantes de fígado e rim no país.

O número de transplantes de órgãos aumentou no país, segundo o Ministério da Saúde: 1.662 pessoas doaram órgãos no 1° semestre de 2017, o que significa aumento de 16% comparado ao mesmo período de 2016. Mas outro dado assusta: quase metade das famílias, 43%, ainda se recusa a autorizar os transplantes.

Fígado: 10 por mês
O Rio virou, este ano, referência no transplante de rins e fígado, com média de 10 por mês. Outra boa notícia é que a fila anda rápido. Hoje, já tem paciente que faz transplante com 15 dias de espera. No 1o trimestre, no Estado, houve aumento de 12% nas doações em relação ao mesmo período do ano passado.

“Recebemos pacientes de todo lugar porque hoje se transplanta mais rápido aqui do que na maioria de outros centros do país. Dos pacientes na fila de transplantes de fígado, quase 90% são operados em tempo curto”, revela Eduardo Fernandes, chefe da equipe de Transplantes Hepáticos, do Hospital São Francisco na Providência de Deus (HSF). Apenas no 1o semestre, o HSF fez 36% dos transplantes de fígado e 70% dos de rim do Estado.

Uma pessoa pode beneficiar pelo menos nove pacientes
Órgãos retirados de uma pessoa saudável que sofreu morte cerebral podem beneficiar pelo menos nove pacientes, com coração, pulmões, rins, fígado, córneas, pâncreas, pele e ossos. De acordo com o Ministério da Saúde, 32.956 pessoas aguardam pela doação de um órgão no país. É uma luta contra o tempo. No caso de coração e pulmão, os médicos têm apenas 4 horas, desde o surgimento do doador até o transplante.

O transplante de córnea, que já teve fila de espera de 10 anos, tem média atual de oito meses. Entre janeiro e agosto, foram 576 transplantes de córnea, número supera todo o ano de 2016, que teve 575 procedimentos.

O último balanço do Pet (Programa Estadual de Transplantes) do Rio, em setembro, revela que 966 cirurgias do tipo até agosto – contra 1.128 em 2016.  Em 2016, o PET encerrou o ano com taxa de doação em 13.8 PMP (por milhão de habitante). Já no 1o trimestre teve alta: 15.4 (PMP). Desde que foi criado, em abril de 2010, o programa já ultrapassou 8.593 transplantes.

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