Muito além da próstata! Veja outros cuidados que homens devem ter para manter a saúde em dia

Por Metro Jornal
Divulgação
Muito além da próstata! Veja outros cuidados que homens devem ter para manter a saúde em dia

A campanha Novembro Azul foi criada para conscientizar os homens sobre o câncer de próstata, porém, não é só da glândula que é composto o sistema reprodutor e sexual masculino. E, por isso, todo ele exige cuidados.

É o que defende o médico urologista e andrologista Jorge Hallak. “O homem passa do pediatra para o urologista apenas quando chega à idade de checar a próstata. Então, passa um intervalo que vai dos 12 aos 45, 50 anos sem acompanhamento, sendo que ele pode ser acometido por outras doenças nesse tempo.”

Hallak acredita ser importante criar uma cultura entre a população masculina de cuidar da saúde sexual e reprodutiva, pois doenças que atingem o pênis e os testículos, principalmente, podem evoluir para condições mais graves que acometem o corpo todo.

O médico explica que um problema no testículo, por exemplo, como falta de produção de testosterona, que não for tratada – como costuma acontecer -, pode levar a diabetes, hipertensão, obesidade, câncer de próstata, de testículo ou mesmo infertilidade. “Uma doença no testículo surge de cinco a sete anos antes de uma doença sistêmica autoimune ou um câncer, decorrentes desse problema inicial se ele não for tratado.”

Cuidados

Para detectar precocemente e tratar adequadamente problemas que possam aparecer na região, Hallak recomenda alguns cuidados diários: não fumar, ter uma alimentação saudável e consumir alimentos antioxidantes (frutas cítricas, frutas vermelhas, linhaça, aveia, etc), evitar o consumo de álcool, fazer exercícios regularmente, higienizar a área corretamente e fazer o autoexame.

O autoexame, o médico detalha, consiste em examinar atentamente os testículos, buscando por alterações, como veias anormais, cistos, partes endurecidas ou doloridas que requerem atenção especializada, e deve ser feito trimestralmente em homens sem histórico de câncer de testículo ou pênis na família. Para homens com histórico, recomenda-se que ele seja realizado mensalmente.

“O autoexame pode ser feito pelo próprio homem ou por sua parceira, ou parceiro. É importante realizá-lo em crianças também. Nesse caso, o autoexame pode ser feito pelos pais”, reforça Hallak.

Ele também recomenda que as famílias busquem um andrologista para os filhos na puberdade para começar a monitorar o sistema sexual e reprodutor deles, e a fazer os exames preventivos, como o de análise de sêmen, que mede a produção de testosterona e deve ser realizado aos 15 anos e depois, anualmente, dos 18 aos 22, segundo Hallak.

“Precisamos criar a cultura do adolescente visitar o andrologista, desde a puberdade, a cada dois anos. A maioria dos homens acha que a única preocupação deles deve ser com DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis), mas existem vários outros problemas que podem aparecer e desencadear outras doenças crônicas, caso não sejam tratados.”   

Examine cada um dos testículos com ambas as mãos. Os dedos indicador e médio devem ficar na parte inferior dos testículos, e o polegar, na parte superior.

1. Gire cada testículo entre o polegar e os dedos médio e indicador.

2. Um testículo pode ser maior do que o outro, mas eles devem ter o tamanho aproximado de um ovo de galinha cozido.

3. Na parte de trás de ambos, estão os epidídimos, que têm a função de amadurecer e armazenar os espermatozoides. Se estiverem endurecidos podem estar obstruídos ou inflamados.

4. Procure por qualquer área endurecida, nódulos ou irregularidades na superfície do testículo. Em geral, são indolores – sentir dor durante o autoexame pode apontar para uma inflamação.

5. De pé, com a ajuda de um espelho, observe as veias. Se encontrar alguma(s) com aspecto tortuoso, similar ao de uma varize, procure um médico.

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