Professores criam app que incentiva a doação de sangue

Por Marielly Campos - Portal da Band
Fernando Frazão/ Agência Brasil
Professores criam app que incentiva a doação de sangue

No Brasil, 1,8% da população doa sangue, número que está dentro dos parâmetros, de pelo menos 1%. A taxa, entretanto, está longe da meta da Organização Mundial da Saúde (OMS), de 3% da população doadora. Incentivar o aumento desses números é um dos objetivos dos professores mineiros Adriano Machado, Orlando Silva Jr. e Thiago Abreu criaram o aplicativo #Partiudoarsangue.

O aplicativo nasceu do sonho de Orlando Silva Junior, CEO do projeto, de usar a tecnologia em benefício da saúde, para salvar vidas. A primeira versão foi lançada em novembro de 2016, via site, e em janeiro de 2017 o aplicativo foi para o ar.

O professor da UFMG Adriano Machado, CSO do PartiuDoarSangue e que já havia desenvolvido dois projetos na área da saúde – o DoarMedula e o DoeiSangue – conta que, inicialmente, o trio “pensou nas funcionalidades básicas de informar as pessoas e também cumprir o papel de conectar quem precisa da doação a quem está querendo e pode doar”.

Começo

Por meio de um cadastro rápido, o doador ou receptor colocam seus dados iniciais, cidade de residência e locais onde pode doar. A ferramenta também mapeia locais onde é possível fazer a doação.

Atualmente, cerca de cinco mil pessoas já baixaram o aplicativo, somando as plataformas Android e Apple iOS, segundo informa Machado. Além disso, mais de 600 doações de sangue que foram registradas e devidamente registradas.

“E isso é apenas o começo, pois nossa meta é ampliar esse número para dez mil, depois cem mil e muito mais, pois só assim poderemos um dia realmente celebrar o fato de alcançar uma parcela da população que se engaje em ajudar a resolver o grave problema da falta de hemocomponentes em nosso país”, avalia o professor.

Impactos econômicos

Além do objetivo principal do projeto, “de salvar vidas, o que não tem preço”, Machado explica que “as economias financeiras que nosso projeto pode gerar são de montante grandioso e difícil de se calcular, principalmente no âmbito das instalações do SUS”, comenta.

Por meio do #Partiudoarsangue, o trio de criadores avalia que “um bom controle e gestão de estoque de hemocomponentes pode favorecer a realização de cirurgias emergenciais e eletivas, permitir melhor gestão dos estabelecimentos de saúde e poupar tempo, recursos e prover mais qualidade de vida para nossa sociedade”.

Prêmio

O sucesso do projeto foi compro O sucesso do projeto foi comprovado no último mês, quando o aplicativo foi premiado durante o evento do 23o WebMedia, evento que faz parte da Sociedade Brasileira de Computação (SBC), com o primeiro lugar no Prêmio LF 2017 (Professor Luís Fernando) da melhor Solução de Computação para fins Sociais do Brasil.

“Ficamos muito honrados e felizes com esse reconhecimento especial ao nosso #PartiuDoarSangue”, diz Machado. Além do reconhecimento, os professores levaram o prêmio de U$1.000 que, segundo eles, será utilizado para custear a viagem de Abreu para França, em fevereiro de 2018.

Durante a viagem, eles pretendem divulgar a solução, agregar novos conhecimentos e ainda buscar ideias para ampliar o projeto. O app #PartiuDoarSangue pode ser baixado pelas plataformas Android e iOs. As ações e novidades do projeto podem também ser acompanhadas pelo site e Facebook do projeto.

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