CPI aponta falhas em teste da pílula do câncer

Segundo relatório, substância deveria ter sido dada a 210 pacientes, não 74, e três vezes ao dia, não em dose única. Secretaria diz que seguiu protocolos internacionais

Por Metro Jornal

O relatório final da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da fosfoetanolamina, conhecida popularmente como “pílula do câncer”, apontou que houve falhas nos testes feitos pelo Icesp (Instituto do Câncer de São Paulo) que resultaram na liberação da substância para alguns pacientes.

O documento foi apresentado ontem em sessão na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) por integrantes da comissão responsável pela CPI.

O presidente da comissão, deputado Roberto Massafera (PSDB), relatou as principais falhas encontradas que, portanto, mostram que ainda não há comprovação da eficácia do medicamento.

Segundo Massafera, os testes realizados foram insuficientes: “No mínimo 210 pessoas, com dez tipos diferentes de tumor, deveriam ter sido examinadas. Porém, foram feitos testes em apenas 74 pacientes”. Além disso, foi prescrito a eles que tomassem três pílulas em uma dose única diária, sendo que, de acordo com Massafera, o ideal seriam doses únicas no café da manhã, almoço e jantar.

A CPI também apontou que houve mau planejamento da condução das pesquisas com, por exemplo, aquisição de material em número maior do que o necessário.

Com o relatório pronto, a comissão pedirá ao governo que realize novas pesquisas sobre a eficácia da substância.

Secretaria

A Secretaria de Estado da Saúde informou, porém, que “todas as fases do estudo clínico realizadas pelo Icesp foram rigorosamente baseadas em protocolos científicos internacionais, aprovados e acompanhados por diferentes instâncias”.

A Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica foi procurada para falar sobre o assunto, porém, não conseguiu responder.  

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