Como uma amizade pode se transformar em amor?

Se apaixonar por um amigo é confusão na certa? Nem sempre.

Por Metro Internacional

As amizades podem se tornar um “interesse romântico” com mais frequência do que costumamos admitir e não é raro vermos casais que antes do relacionamento foram amigos de longa data.

Esconder o interesse por um amigo pode ser algo muito frustrante e emocionalmente angustiante. Contudo, existe um lado esperançoso que acha que a amizade poderia se transformar em um relacionamento.

Um novo estudo da Universidade de Maryland conseguiu esclarecer alguns pontos desse impasse, comprovando que as amizades são mais propensas a fazer a transição para relacionamentos românticos quando as pessoas desenvolvem em um pensamento cognitivo tendencioso.

Ficou confuso? A gente explica!

Muitas pessoas apaixonadas projetam seus fortes sentimentos em seus amigos, mesmo quando esses amigos não estão realmente interessados. Em outras palavras, as pessoas com sentimentos fortes frequentemente acham que os amigos também querem algo além de amizade.

Esse falso pensamento tem um resultado fascinante: motiva as pessoas a iniciarem comportamentos que podem realmente despertar o interesse do colega – facilitarem situações, gestos etc.

Veja um exemplo:

A pessoa A e a pessoa B são amigas.

A pessoa A tem fortes sentimentos de atração sexual e romântica pela pessoa B e projeta esses sentimentos na pessoa B de tal forma que a pessoa A acredita que a pessoa B também está atraída por ela.

A crença na reciprocidade romântica dá à pessoa A a confiança para apresentar comportamentos que podem realmente ter uma influência real e favorável nos sentimentos da pessoa B.

A pessoa A pode flertar mais, se vestir para impressionar, trocar assuntos íntimos, etc. Em outras palavras, a pessoa A se comporta de maneira diferente por causa de uma falsa crença de que a pessoa B está interessada.

Resultado: a pessoa B acaba se interessando.

Para nós essa é a famosa “conquista”, mas para P.h.D Theresa E DiDonato esse fenômeno é chamado de “profecias autorrealizáveis”, termo que ela cita no seu artigo sobre o mesmo assunto.

Nele, Theresa comenta que ​esses mecanismos poderosos sublinham a importância dos nossos pensamentos e crenças durante as interações sociais. Afinal, com eles, podemos tornar realidade o que até então era só ilusão.

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