Estudo mostra que beber álcool aumenta possibilidade de demência

Por Metro Jornal

Existem estudos que apoiam o consumo moderado de álcool, enquanto outros, como o publicado no ano passado pelo British Medical Journal, determinam que beber demais afeta diretamente a saúde do cérebro.

A revista francesa Lancet Public Helth publicou um relatório que diz que quem bebe bastante tem mais chance de sofrer algum tipo de demência. Esse seria o maior estudo já publicado até o momento sofre os efeitos do consumo do álcool.

A pesquisa coletou o histórico médico de mais de um milhão de participantes com demência durante um período de seis anos e os dados apontaram que existe uma relação entre o álcool e o aparecimento prematuro de demência senil.

O grupo de médicos do Centro de Dependência e Doença observou que 57 mil dos casos analisados tinham uma relação da demência precoce com o consumo excessivo de álcool na juventude.

Para determinar o que é considerado "consumo excessivo de álcool", o estudo se baseou nos valores estabelecidos pela OMS (Organização Mundial de Saúde): 60 gramas de álcool puro por dia para homens e 40 para mulheres. Em outras palavras, quatro cervejas ou seis copos de vinho.

Segundo o estudo, os que costumavam beber mais apresentaram três vezes mais possibilidade de contrair qualquer tipo de demência.

A perda de memória tem a ver com a deficiência de tiamina provocada para beber álcool. O dano é irreversível.

Quem costumava beber muito há algum tempo, mas agora diminuiu a frequência, tem o mesmo risco de contrair doenças relacionadas com o funcionamento correto do cérebro.

Em relação à diferença de gênero, embora a maioria dos pacientes fossem mulheres, quase dois terços dos homens desenvolveram "demência precoce", ou seja, antes dos 65 anos de idade.

Enquanto a demência está associada a um mal inevitável da velhice, existem várias maneiras de evitá-lo, o que geralmente envolve hábitos de vida saudáveis.

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