Atividade de zero impacto, natação beneficia cães obesos e com problemas articulares

Por Metro Jornal São Paulo
Nado canino fortalece a musculatura - Pet Hotel Dog Life/ Divulgação
Atividade de zero impacto, natação beneficia cães obesos e com problemas articulares

É sabido que a prática regular de exercícios ajuda a acalmar os animais, controlar a agitação e fortalecer a musculatura. Uma das vantagens da natação para cães em relação às atividades de solo é que a imersão aquática, além de proporcionar um alto gasto energético e melhorar o condicionamento físico, proporciona zero impacto às articulações.

“A natação é um excelente exercício, pois envolve a parte cardiopulmonar. Indicamos para cães saudáveis também, mas sobretudo para pets com quadros de obesidade, estresse, hiperatividade e problemas articulares”, diz a veterinária Theomaris Karina de Oliveira Mendes, do Pet Hotel Dog Life. Diferentemente do que muitos pensam, alerta ela, nem todo cão nasce sabendo nadar. “O que existe é a predisposição de algumas raças, entre as quais podemos citar labrador retriever, golden retriever, beagle e border collie”.

4 meses é a idade ideal para o cão se iniciar na natação, desde que tenha o protocolo vacinal em dia e feito a vermifugação.

Cuidado com a umidade
Embora os cães em geral adorem nadar, é prudente tomar cuidado com a umidade na pele e pêlos, o que pode ocasionar lesões fúngicas ou bacterianas. Além de secas após as aulas, as orelhas devem ser protegidas com algodão.

O cloro também pode irritar a pele e os olhos. Por isso, as atividades ocorrem em piscinas esterilizadas com lâmpada ultravioleta.

Já o tempo de aula é ditado pela habilidade de cada cão, podendo durar de 20 minutos até pouco mais de uma hora por dia. “A resistência é mais uma questão individual do que de raça”, esclarece a veterinária.

Perdendo o medo de nadar
Muitas vezes, os cães chegam às aulas traumatizados por terem sido jogados na água sem preparo prévio.

“O primeiro passo é fazê-lo perder o medo, molhando os membros em piscina rasa para que ele se sinta seguro com o chão firme. Depois, aumentamos a profundidade, e, com o tempo, retira-se o colete salva-vidas”, explica Theomaris.

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