Especialista em hambúrguer dos EUA desembarca no Brasil para workshops

Por Giovanna Ribeiro
Hambúrguer americano é simples e com poucos ingredientes | Divulgação Hambúrguer americano é simples e com poucos ingredientes | Divulgação

Prepare-se para desvendar os segredos do verdadeiro hambúrguer americano. Esqueça os lanches magricelos das redes de fast food ou os exagerados sanduíches gourmetizados. Quem ensina o caminho da receita perfeita é um conhecedor do tema que estará na próxima semana no Brasil, com presença confirmada em Santo André. George Motz é considerado o padrinho da hamburgueria The Burger Map (rua das Aroeiras, 442, Jardim),  onde estará no dia 16, a partir das 20h. Na ocasião, Motz faz o lançamento de seu terceiro livro, o “Great American Burger Book: How to Make Authentic Regional Hamburgers at Home” (Grande Livro do Hambúguer Americano: Como Preparar o Autêntico Hambúrguer Regional em Casa – em tradução livre).

Para escrever a obra, Motz afirma ter comido nos últimos anos média de 20 hambúrgueres a cada cinco dias. “Eu não sou gordo, mas porque eu como bons  hambúrgueres”, conta o autor.

No dia 17, às 15h, ele visita a capital para palestra gratuita na Universidade Anhembi Morumbi (rua Casa do Ator, 275, Vila Olímpia) para 400 pessoas sobre “Os Hambúrgueres Regionais e a História do Hambúrguer nos EUA”. Mais tarde, às 19h, George Motz e Fabio Bito, um dos responsáveis pelo The Burger Map, dão um workshop na universidade para ensinar o preparo de cinco hambúrgueres clássicos americanos. O evento custa R$ 460 por pessoa e pode ser comprado no site www.foodpass.com.br/georgemotz.

O último compromisso de Motz é dia 19, às 12h, na Cervejaria Premium Paulista (rua Araçatuba, 137, Santa Maria, Santo André) onde fará quatro tipos de hambúrgueres para serem harmonizados com cervejas e chopp Madalena. A entrada custa entre R$ 50 e R$ 70 e pode ser comprada no site www.sympla.com.br

Captura de Tela 2016-11-10 às 20.50.53Um lanche simples, mas com ingredientes de qualidade e preparados com atenção. Essa é a definição do especialista sobre um bom hambúrguer. Leia abaixo os principais trechos da conversa de Motz com o Metro Jornal.

O que você conta no seu livro que vai ser lançado dia 16?

É um livro de como fazer em casa os hambúrgueres dos lugares que visitei nos Estados Unidos. Não é sobre receitas, mas sobre como os hambúrgueres são feitos e sobre seus métodos. É uma coisa única. As influências vêm do mundo inteiro, mas em diferentes regiões do país eles são feitos de uma maneira particular.

O que é um hambúrguer regional?

Ele é menor. Não pode ser muito grande, tem que caber na mão. Não faz sentido uma pessoa comer um  hambúrguer tão grande se não dá para colocar na boca. Vão poucos ingredientes, nada mais do que picles, cebola, queijo e talvez mostarda. Esse é considerado o  hambúrguer tradicional americano. As pessoas pensam que o hambúrguer tradicional americano é o McDonald’s, Burger King e Bob’s, mas eles surgiram 40 anos depois dos primeiros  hambúrgueres.

Quantos  hambúrgueres você comeu para fazer o livro?

Comi um monte. Eu não sou gordo, mas porque como bons  hambúrgueres. Nos últimos 15 anos eu devo ter comido entre 12 mil e 13 mil  hambúrgueres. Se eu estou na estrada fazendo pesquisa e estou na região cheia de bons  hambúrgueres, devo comer de 15 a 20  a cada quatro ou cinco dias. A propósito, eu como tudo, porque se vou em um restaurante e dou só uma mordida o dono pensa: “como ele sabe se é bom ou não se deu só uma mordidinha?”. Tem gente que só com uma mordida consegue decifrar, mas prefiro comer tudo. É um pouco ruim a pessoa ser especialista em hambúrguer e não comer tudo.

Qual é a sua opinião sobre os fast foods?

Eles fizeram uma coisa boa em mandar uma mensagem positiva sobre hambúrguer ao redor do mundo. No entanto, infelizmente eles usam  hambúrguer congelado, quando congelam muito a carne, eles matam o sabor.  Você tem que usar carne fresca.

O segredo do  hambúrguer regional é a carne?

Com certeza. A prática de congelar hambúrguer não existia. Antes dos anos 1940 não existia a máquina de congelar  hambúrguer. Ele fresco tem o gosto que deveria ter. Não se parece nada com o lixo que estão acostumados a comer.

O hambúrguer é feito em grelha, como o churrasco?

O jeito mais difícil de fazer  hambúrguer é desta forma. Todos pensam que é o jeito mais simples, mas eu discordo. Acho que fica difícil saber se a carne já está no ponto certo. Prefiro usar uma frigideira grossa. Você consegue controlar melhor. Você precisa prestar atenção no que está fazendo.

Qualquer um pode fazer um bom hambúrguer?

Sim, mas é preciso saber as pistas que ele dá. Tenho amigos neste negócio que conhecem hambúrguer muito bem. E eles dizem: o hambúrguer fala com você, e você precisa ouvi-lo. Isso é verdade. É difícil de explicar no livro. Mas você deve saber quando virar a carne e colocar o queijo, ou como lidar com o fogo. São coisas importantes. As pessoas acham que é só deixar na grelha e se tem o hambúrguer. Toda hora vão colocando as carnes e no final parece um pedaço do meu sapato. 

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