Doblò 2015 traz novidades e preço reajustado; Kia Soul chega renovado

Por Nadia
doblo_essence_003 Linha traz três modelos diferentes | Divulgação

Com números longe dos ideais para a intenção mercadológica da Fiat, o Doblò chega à linha 2015 com novidades para oferecer mais conforto e, obviamente, aumentar as vendas. Porém, os objetivos podem mais difíceis de serem alcançados com o novo monovolume, já que os três modelos disponíveis (Attractive 1.4, Essence 1.8 e Adventure 1.8) têm preços que variam entre R$ 57.950 e R$ 69.480, com uma majoração de até R$ 1.030 – veja comparativo na tabela acima.

Fabricado no Brasil desde 2001, o Doblò tem números que não podem ser considerados ruins, mas estão longe do que a Fiat almeja. De acordo com a Fenabrave, nos sete primeiros meses de 2014, 7.300 unidades do monovolume da Fiat foram comercializados no Brasil (média de 1.042 veículos/mês), algo que lhe coloca na 41º posição do ranking dos veículos mais vendidos. Entretanto, se considerado apenas o seu nicho, o Doblò, que tem 13,81% da fatia do segmento, ocupa a 3ª colocação, atrás do Fit, da Honda, e do Idea, da própria Fiat.

Por isso, a marca resolveu inserir itens que agradem na linha 2015. O novo Doblò chega ao mercado com um moderno sistema Rádio Connect, que possibilita a oportunidade de ouvir músicas do aparelho celular no rádio do veículo por meio do Bluetooth, além de itens como sensor de estacionamento, chave canivete com telecomando, novo pomo do câmbio, bancos com novos tecidos (somente para a versão Essence), além da nova cor Grigio Villa Fosco para os retrovisores externos e para a tampa de recobrimento do estepe (modelo Adventure).

A nova linha segue tendo duas opções de motor: a de entrada, do Attractive, um propulsor 1.4 flex, com 85 cv de potência e torque de 12,4 kgfm e a intermediária e topo de linha (Essence e Adventure, respectivamente), com um motor 1.8 flex de 130 cv e 18,4 kgfm. 

Kia Soul 2015 chega renovado

A decisão de reposicionar um veículo em um patamar maior nunca é fácil. Além do risco natural, as montadoras sabem que, mais que cobrar um preço majorado, é necessário oferecer um pacote de novidades que agradem e, pelo menos, se equiparem com os novos concorrentes. Sabedora disso, a Kia resolveu arriscar. E, assim, apresentou seu novo Soul 2015, que agora concorrerá na categoria crossover premium, com rivais de peso como Mini Cooper, Audi A1 e Peugeot 3008 (veja comparativo abaixo). O carro, é bem verdade, chega com inúmeras mudanças. Porém, o preço também subiu, crescenado R$ 20 mil em relação à última versão e, agora, partirá de R$ 88.900.

Prós e contras. Montadora arrisca, veículo sobe de categoria, fica encorpado com extensa lista de equipamentos, mas preço aumenta R$ 20 mil em relação à última versão | Divulgação Preço aumenta R$ 20 mil em relação à última versão | Divulgação

Por mais que este preço inicial seja da versão de entrada, ela é bem completa e ficou bastante recheada com a inserção de novos itens. A lista de novidades inclui ar-condicionado digital, acesso e partida sem chave, seis airbags (antes eram somente dois), bancos de couro, cintos de segurança de três pontos e encosto de cabeça para os cinco passageiros, rádio multimídia com tela de 4,3’’ com leitor de MP3, entradas USB e auxiliar e conexão Bluetooth, acendimento automático dos faróis, luzes diurnas de LED, piloto automático, e direção elétrica – a versão topo de linha custa R$ 92.900, pois ainda incorpora o teto solar duplo panorâmico e luzes internas de LED.

Com expectativa de venda de 400 unidades entre setembro e dezembro deste ano, o novo Soul mantém a motorização da última versão, tendo um propulsor 1.6 16 V flex com 128 cv de potência e 16,5 kgfm, e com câmbio automático de seis velocidades. Agora, o premium mede 4,1 m de comprimento (20 mm maior), 1,8 m de largura (15 mm maior), 2,6 m de entre-eixos (20 mm maior) e 1,6 m de altura (só este quesito ficou menor em 10 mm). O porta-malas do Soul tem capacidade de 686 litros.

O peso maior, em contrapartida, é um grande risco para o novo Kia Soul. Afinal, o premium ganhou 105 kg, passando a ter 1.392 kg. O risco é que, invariavelmente, por ter o mesmo motor 1.6, mas com quilos extras, o carro perderá em potência e isso tende a prejudicar seu desempenho na nova categoria, ainda mais por concorrer com rivais de alto nível e que já estão consolidados no segmento. 

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