Olimpíadas acadêmicas ganham espaço nas escolas

Por Caio Cuccino Teixeira
Jovens realizam prova em Olimpíada de Física | Divulgação/Olimpíada de Matemática Jovens realizam prova
em Olimpíada de Física | Divulgação/Olimpíada de Matemática

As olimpíadas acadêmicas cresceram e se diversificaram nos últimos tempos. Hoje, pode-se participar desde a típica competição de matemática a concursos multidisciplinares. No entanto, a palavra competição não é exatamente a mais adequada: todas elas têm por objetivo, na verdade, estimular a curiosidade e o gosto pelo conhecimento.

Alguns colégios chegam a oferecer aulas especiais, fora do horário regular, para alunos do ensino fundamental e médio se prepararem. No Colégio Albert Sabin, em São Paulo, por exemplo, a procura tornou-se enorme, chegando a unir até 200 alunos para realizar uma prova em pleno sábado, conforme conta o professor e coordenador de olimpíadas do colégio, Laércio da Costa Carrer. “As olimpíadas são valorizadas há anos e o investimento realizado tem o seu reconhecimento por parte dos pais, alunos e professores.”

O professor é o responsável pelo “Programa de Olimpíadas”, que conta com o auxílio de professores em disciplinas como Química, Física, Matemática e História. São esses educadores que preparam os alunos ao longo do ano. “Os professores observam quais são as tendências, o que tem caído para preparar as aulas e capacitar os alunos”, explica.

Alunos recebem medalhas em Olimpíada de Física | Divulgação/Olimpíada de Física Alunos recebem medalhas em Olimpíada de Física | Divulgação/Olimpíada de Física

De acordo com o professor, as olimpíadas valorizam o conhecimento e a academia. Além disso, estimulam maior autonomia, raciocínio lógico e a elaboração do sistema formal de pensamento. Ainda, pode-se identificar eventuais talentos e incentivar seus ingressos nas áreas cientificas e tecnológicas. “As olimpíadas mostram que vale a pena estudar, assim como as pessoas que têm talento esportivo e artístico exercitam estas práticas”, explica Carrer.

Já no colégio Oswald de Andrade, não há aulas preparatórias. A divulgação para as olimpíadas de matemática, da qual participaram os últimos anos, é feita em sala de aula pela professora Vânia de Andrade Luz. “A ideia é que eles se sintam desafiados e participem se quiserem. As provas são aos sábados de manhã e mesmo assim os alunos vão. No 6º e 7º ano há mais participação, até pela farra e pela brincadeira”, explica a professora.

Educar para crescer logo educaçãoDe acordo com ela, as olimpíadas fazem os alunos se vincularem à disciplina, pois é um desafio vindo de fora. “É importante relacionar o que aprendemos na escola com as coisas fora dela. Eles se envolvem bastante”.

Competição:

Há olimpíadas das mais diferentes áreas:
• Olimpíada Brasileira de Linguística (www.obling.org)
Inscrições: até 2/11

• Olimpíada Brasileira de Matemática (www.obm.org.br/opencms)
Inscrições: 24/3 a 9/5

• Olimpíada Brasileira de Física (www.sbfisica.org.br/v1/olimpiada)
Inscrições: até 19/5

• Olimpíada Brasileira de Química (www.obquimica.org)
Inscrições: 1/8 a 15/8

• Olimpíada Nacional em História do Brasil (www.olimpiadadehistoria.com.br)
Inscrições: 14/02 a 20/04

• Olimpíada Brasileira de Agropecuária (www.ifsuldeminas.edu.br/~obap/)
Inscrições: 15/4 a 30/5

• Olimpíada Latinoamericana de Filosofia (www.olimpiadadefilosofia.org)
Inscrições: até 20/9

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