Opinião - Marcos Gomes

Por Tercio Braga
marcos gomes Marcos Gomes

O mais famoso adoçante sem açúcar, não calórico, fornecido pela natureza está nas folhas da estévia (Stevia rebaudiana), uma planta arbustiva nativa do Paraguai que se adapta bem à região Sul do Brasil. A parte usada são as folhas. Sua substância adoçante não possui calorias e chega a ser 70 vezes mais concentrado que o açúcar. É indicado como auxiliar no tratamento da obesidade e para diabéticos. Além de adoçar os alimentos, sob a forma de chá que é acrescentado ao café com leite, sucos ou outros itens, a estévia reduz a taxa de glicemia, por mecanismos ainda não conhecidos.

O problema da estévia é o gosto amargo que deixa na boca, um certo gosto de adoçante. Para disfarçar esse sabor, combine o chá de estévia com erva-doce, erva-cidreira, capim-limão, hortelã e outros aromáticos. Nas lojas de produtos naturais é possível encontrar um adoçante extraído da estévia em laboratório: o esteviosídeo em pó. Apesar de ser mais prático como adoçante para o café da manhã e o lanche, esse pó não deve substituir o chá das folhas, a ser tomado em outro horário. É que o esteviosídeo em pó perde a propriedade de reduzir a taxa de glicemia.

Receita de chá contra diabetes: ferva por 3 minutos 1 xícara de água com 1 colher (sopa) rasa de sementes de erva-doce. Passe num coador de plástico, despejando diretamente sobre 1 uma colher (sopa) rasa de folhas secas de estévia. Tampe, deixe amornar e tome 2 xícaras (chá) ao dia. Essa mesma receita pode ser transformada em refresco, acrescentando limão e gelo. Os adoçantes sintéticos de hoje são mais seguros e de melhor sabor – mas como não existem na natureza não temos ainda um quadro completo de seus efeitos no longo prazo. O ideal é não usar nem açúcar nem adoçantes em excesso, quer sejam naturais, quer sintéticos. Os sintéticos merecem mais cuidados, pois há estudos relacionando seu abuso com doenças graves, como câncer, lúpus e quadros degenerativos do sistema nervoso.

Loading...
Revisa el siguiente artículo