'Se fosse qualquer outro, já teria sido preso’, diz Bolsonaro sobre Lula

Por band.com.br

O deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ) concedeu uma entrevista à Rádio Bandeirantes após o juiz Sérgio Moro expedir a ordem de prisão contra o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva no início da noite desta quinta-feira (5).

"Não é um sentimento de alegria, nem de tristeza. É o cumprimento da lei. A justiça não morreu. Eu não ficaria feliz com o possível desgaste do Supremo Tribunal Federal (STF), se o habeas corpus tivesse sido concedido para o Lula", afirmou o político.

"Nós temos um poder que não pode ser desmoralizado por um réu especial. Ele é um transgressor como outro qualquer. Acredito que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não vai registrar a sua candidatura, mas talvez caiba recurso ao STF", disse.

"Gente condenada, como é o caso do Lula, não merece voto, merece a cadeia. Espero que a justiça não se desmoralize por um réu que, segundo a ótica de alguns, é especial. Até a véspera da decisão do STF, havia um descrédito por parte da população que acreditava que o habeas corpus seria concedido para o Lula. Não acho que há uma agilidade excessiva. Se fosse qualquer outro do povo, já estaria preso há muito mais tempo", completou o deputado federal.

Bolsonaro ainda falou sobre a mensagem do general Eduardo Villas Bôas, comandante do exército brasileiro, publicada no Twitter. "Ele quer que a Constituição seja respeitada. Vamos imaginar – e ainda pode acontecer – termos um chefe supremo condenado e você ter que prestar sua continência a ele. Com a sua tuítada, ele colaborou para que o Supremo cumprisse o seu papel", disse.

Questionado pela Rádio Bandeirantes qual seria a reação do exército a uma possível concessão de habeas corpus a Lula, o deputado federal afirmou que "seria um péssimo exemplo. "Não tenho ideia do que poderia ter acontecido e não posso falar pelo comandante do exército, mas seria um sentimento de frustração", afirmou.

"Um dos pilares do exército é hierarquia e disciplina. Porque nós militares teríamos que cumprir ordem se o ex-chefe supremo das Forças Armadas estaria a cima da lei? Seria um péssimo exemplo. Somos os guardiões da Constituição", finalizou.

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