Spotify assina acordo de licenciamento com Sony Music, diz jornal

Por Wanise Martinez
Christian Hartmann/Reuters
Spotify assina acordo de licenciamento com Sony Music, diz jornal

O Spotify fechou um contrato de licenciamento com um segundo grande selo, a Sony Music Entertainment, de acordo com notícias veiculadas na imprensa, preparando o cenário para uma listagem no mercado de ações dos Estados Unidos.

Recentemente avaliado em 13 bilhões de dólares, o sueco Spotify planeja ingressar na Bolsa de Valores de Nova York no final deste ano ou no início de 2018, disseram fontes à Reuters em maio.

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A Sony concordou em reduzir os royalties que o Spotify deve pagar desde que restrinja o acesso a novos álbuns aos assinantes pagos por duas semanas antes de liberar o acesso a usuários gratuitos, informou o Financial Times, citando uma única fonte.

Os principais artistas da Sony incluem Adele, Beyoncé e Shakira.

O Spotify também está em negociações com a Warner Music Group, informou a Billboard.

Termos favoráveis sobre os royalties são cruciais para que o Spotify possa ser rentável e se tornar uma opção de longo prazo viável para os investidores.

A empresa registrou um prejuízo operacional de 349 milhões de euros (400 milhões de dólares), um aumento de 47 por cento em relação ao ano anterior, apesar da receita ter crescido 50 por cento, a 2,93 bilhões de euros.

Em abril, assinou um contrato de licenciamento de vários anos com o Universal Music Group, da Vivendi, com uma janela de lançamento similar de duas semanas para novos álbuns e uma interrupção nos royalties que o Spotify paga à Universal.

Também assinou um acordo com a agência digital Merlin, em nome de mais do que 20.000 selos independentes.

Em março, Spotify disse que tinha mais de 50 milhões de assinantes pagantes e 140 milhões de usuários ativos, incluindo ouvintes gratuitos. A Apple reportou 27 milhões de assinantes de música no mês passado, ante 20 milhões em dezembro.

A empresa enfrentou boicotes de alguns dos principais artistas de música que se queixaram que seus serviços gratuitos subestimam o valor do trabalho artístico, mas os principais acordos de licenciamento de selos representaram um certo alívio a essas tensões, de acordo com analistas.

Spotify não quis comentar. Sony Music Entertainment e Warner Music Group não responderam imediatamente a pedidos por comentários.

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