Intervenção de ONG pelas vítimas do coronavírus é destruída e remontada em Copacabana

Por Metro Jornal

A organização não-governamental (ONG) Rio de Paz montou, na areia da praia de Copacabana, um cemitério de covas rasas. A intervenção foi em memória das vítimas fatais da covid-19, doença respiratória causada pelo coronavírus que já tirou a vida de mais de 7 mil no Estado do Rio de Janeiro.

O protesto começou a ser montado na madrugada desta quinta-feira (11), com cruzes de madeira, faixas e montes de areia representando túmulos. A cena foi montada por pessoas vestindo trajes de proteção individual e carregando pás, em alusão às condições de trabalho dos coveiros encarregados de enterrar vítimas da pandemia. Durante a tarde, a intervenção chegou a ser quase destruída por um transeunte contrários à mensagem.

Um homem não identificado começou a gritar e tomou a iniciativa de derrubar as cruzes fincadas na areia. Neste momento, um grupo começou a se formar na orla da praia, atraído pela ação e pela paisagem funérea no trecho da praia de Copacabana, em frente ao hotel de luxo Copacabana Palace.

Alguns também incentivaram a ação do homem em desmontar a intervenção da ONG Rio de Paz, gerando discussões entre o grupo que assistia à movimentação. Num dos vídeos publicados no perfil oficial da entidade no Twitter, é possível ouvir uma mulher que aplaude e grita: "Brasil! Brasil!".

Pouco após a derrubada das cruzes, outro transeunte começa a remontar a instalação, fincando os objetos de volta na areia enquanto discute, de longe, com o homem mais velho. Ele, que usa máscara, ao contrário de seu antecessor, pede "respeito" e afirma que a manifestação é um "direito do povo". Um membro da ONG identificou-o como "alguém que perdeu o filho de 25 anos para o coronavírus".

A identidade de ambos não foi divulgada até o momento. Confira os vídeos da ação:

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