Medicamento para dormir causou desenvolvimento de seios. Agora, uma empresa farmacêutica deve pagar uma indenização bilionária

Por Rodrigo Almeida

Uma decisão da corte americana obriga uma companhia farmacêutica a pagar indenização de 8 bilhões de dólares para um rapaz prejudicado por um remédio prescrito enquanto ainda era criança.

Aos 9 anos de idade, Nicholas Murray, atualmente, 26, foi ao médico para tratar uma condição de sono relacionada ao autismo.

Na bula, a descrição dizia que o remédio poderia levar ao desenvolvimento de seios em homens em 1 a cada mil casos.  Isto porque o remédio estimula a produção do hormônio prolactina.

Só três anos depois, em 2006, a informação foi corrigida, na qual a proporção passou a ser maior. Além disso, o remédio foi aprovado pela FDA (Anvisa dos Estados Unidos) para uso em crianças.

Em 2015, Murray venceu uma ação contra a Johnson & Johnson, na qual a empresa deveria paga-lo 1,75 milhão de dólares, o que acabou sendo reduzido para 680 mil depois de apelações.

De acordo com a empresa, a decisão do tribunal da Pennsylvania foi infundada e excessiva. Em entrevista para o canal NBC, a empresa disse que vai recorrer do valor.

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