Ginecologistas têm a obrigação de informar os efeitos colaterais de métodos contraceptivos

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Ginecologistas têm a obrigação de informar os efeitos colaterais de métodos contraceptivos
Por: Metro Jornal São Paulo

É comum ouvirmos casos de mulheres que tomam anticoncepcionais sem saber como funcionam e quais riscos oferecem apenas porque o ginecologista indicou. No entanto, é uma obrigação dos médicos informarem adequadamente as pacientes para que elas possam, junto do profissional e até do companheiro, decidir de maneira consciente.

Uma decisão que a estudante de 18 anos Letícia Rodrigues não teve.  Sem  receber nenhuma orientação, seu ginecologista receitou o anticoncepcional injetável trimestral, que causou sangramentos durante quatro meses, levando a anemia e perda de peso. “Meu ginecologista disse que era normal, fui em outro e ele também disse que era normal. Tive que brigar para que me receitassem um antibiótico para eu parar de sangrar.”

Depois disso, Letícia decidiu, sozinha, parar com os anticoncepcionais. Hoje, ela cita o desconforto em falar com profissionais e o receio de tentar outros métodos.

Por causa de casos como esse, a Febrasgo (Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia) lançou a campanha #VamosDecidirJuntos, para que as mulheres possam escolher, com informação, o método que preferirem, explica o Dr. César Fernandes, presidente da Febrasgo.

Ele esclarece que existe uma grande gama de métodos e que é dever do ginecologista analisar as características e histórico de cada paciente antes da escolha – em conjunto. “É o papel do profissional esclarecer todos os mitos, dúvidas e riscos, da maneira mais isenta e simples possível.”

‘Melhor método de todos’
Mas será que não existe um método melhor do que os outros? Infelizmente, não existe método perfeito, porém os comportamentais, como a tabelinha, são os mais saudáveis para o corpo.

“Os métodos comportamentais são os melhores, mas por que não reinam? Porque falham demais em prevenir a gravidez. Têm um índice de falha de 30%”, pondera Fernandes.

Já com relação às opções não comportamentais, por melhor que sejam, ele garante que não existem medicamentos que tragam apenas benefícios.

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