Com a chegada das férias, hemocentros precisam de doações

Por lyafichmann

Ninguém está livre de precisar de uma transfusão de sangue, de sofrer um acidente de trânsito ou de ser submetido a uma cirurgia; situações em que receber sangue torna-se indispensável.

E como o sangue é insubstituível por materiais sintéticos, quem precisa dele depende da solidariedade de doadores voluntários.

No Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde, apenas 1,9% da população é doadora de sangue.

Para Selma Soriano, médica hematologista da Fundação Pró-Sangue, a dificuldade em captar novos doadores é cultural. “As pessoas têm que vestir a pele do outro para entender o que ele passa. É uma questão de humanização. Doar sangue é cidadania, mas as pessoas só vão doar quando ocorre uma catástrofe ou quando um parente precisa.”

Fora a falta de hábito de doar, Soriano afirma que falta esclarecimento entre a população. “Existem as regras básicas e existem outras situações, que incluem comportamentos de vida. Além disso, doenças como hipertensão arterial, anemia, diabetes, tireoide e uso de medicamentos impedem a aprovação do candidato”, diz a hematologista. Em geral, 22% dos candidatos são recusados na entrevista.

São essas as razões também que fazer com que a maior parte dos doadores tenha entre 19 e 49 anos de idade. “Normalmente, a partir dos 49 anos as doenças vão aparecendo e aquele que era doador frequente fica impedido de doar. Por isso é tão importante sempre fazer campanha para captar novos candidatos”, explica a especialista.

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