Tabu atrapalha saúde sexual do homem

Por Nadia

Meninas desde cedo vão ao ginecologista. E os meninos, devem também ir a um especialista na infância? “A maioria não vai, mas precisa ir”, responde o urologista Antonio de Moraes, membro da SBU (Sociedade Brasileira de Urologia).

Segundo ele, a consulta ao urologista deve ocorrer em todas as fases da vida do homem. “O sistema urinário, aparelho reprodutor e a genitália devem ser avaliados, logo no nascimento e depois na puberdade, para identificar alguma má-formação.”

Mas o diálogo em casa é tão ou mais importante quanto a visita ao médico, diz o cirurgião vascular Carlos Araújo, presidente do Instituto Paulista, especializado em disfunção  sexual. Ele alerta que o sinal de algo errado pode surgir na adolescência. “Falhar ou ter dificuldades em primeiras relações é comum nessa fase, por nervoso, mas se persistir pode indicar problemas”.  Ele acrescenta que o medo de bullying leva os jovens a se fecharem.

Impotência tem solução

A disfunção erétil (impotência sexual) pode ser de natureza psicológica, física, ou de ambas. Quando orgânica, é associada a problemas ou doenças que limitam o fluxo de sangue ao pênis. Entre as causas estão  as hormonais (diabetes que provoca queda de testosterona) e as vasculares (que causam entupimento de artérias). Há tipos leves, moderados e completos (quando a ereção é irreversível).

“Para todos há tratamento”, garante Araújo. Mas, medicamentos e implantes penianos devem ser utilizados apenas quando houver diagnóstico de causa orgânica.

No Brasil, a disfunção erétil atinge quase metade da população. Algo em torno de 25 milhões de pessoas, segundo pesquisa divulgada pela SBU. “Uma parcela pequena busca tratamento”, diz o urologista Moraes. 

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