Família se dedica ao estudo da medicina há tres gerações

Por lyafichmann

Eles estão com a gente no primeiro choro. Nos acompanham em diferentes fases da vida e, em alguns casos, entregamos a eles boa parte da nossa esperança de cura.

Cientes dessa confiança, médicos das mais diferentes especialidades se ocupam de uma atividade comum: dedicação aos estudos para tornar a vida do paciente melhor.

E é essa essência de cuidado com o próximo que inspira uma família há três gerações. Filho de médico e pai de outro profissional da área, o professor titular e diretor da Divisão de Anatomia Patológica da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo) Venâncio Avancini Ferreira Alves relembra o que o motivou a seguir na profissão. “Claramente o espírito do papai inspirou cada um de nós com uma visão de medicina altamente voltada para o paciente e para o atendimento da família.”

O espírito a que ele se refere era o de Venâncio Ferreira Alves Filho; um homem que foi convidado no ano seguinte de sua formatura (1947) para, junto de um grupo, fundar na Santa Casa de Santos o Centro de Estudos de Pediatria. “Até então, a Santa Casa de Santos – a primeira do país – só tinha a enfermaria de mulheres e a enfermaria de homens e eles fundaram uma  de crianças”, conta Alves.

O patologista começou a cursar medicina em 1973 e, desde então, foi testemunha de inúmeras mudanças. “Diferente das ciências exatas, a medicina é um ramo da biologia que está sempre em curso. Assim como o ser humano está em desenvolvimento, o conhecimento de suas doenças está muito aquém de ser pleno. Posso dar um exemplo: me graduei em 1978; conclui minha residência e fiz título de especialista em 1981; e, em 1983, surgiu a Aids. Não tinha ouvido falar nenhuma palavra sobre Aids quando recebi o primeiro caso para estudar.”

Embora não tenha visto uma mudança tão grande como o surgimento do vírus HIV, o dermatologista João de Magalhães Avancini Ferreira Alves também observa diariamente os avanços mesmo tendo se formado em 2009. “No dia a dia a gente vê que as coisas vão mudando. Coisas que no meu internato eu pouco ouvi falar agora são vistas”, diz o jovem médico.

Por outro lado, o conhecimento técnico sozinho não basta. E, por essa razão, muitas instituições já preconizam nos ensinamentos a importância do contato humanizado.

“Isso é realmente o que me dá gosto, o contato com o paciente. É claro que nem sempre vou conseguir curá-lo, mas poder fazê-lo entender a doença; explicar para a família e, quando possível, curar, isso me motiva para continuar”, diz o dermatologista.

Para o futuro, as expectativas dele são a de um tratamento personalizado. “Tudo caminha para o lado molecular. As pesquisas têm avançado mais neste sentido, baseadas no estudo genético dos pacientes.”

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