Conheça a magia de Machu Picchu, o santuário Inca no Peru

Por lyafichmann
Selfie com a simpática lhama | Márcio Alves/Metro Selfie com a simpática lhama | Márcio Alves/Metro

Quando saí de São Paulo rumo a Machu Picchu, no Peru, achei que o país se resumiria apenas em lhamas, Incas, batatas e pisco sour (a caipirinha peruana). Me enganei.

Logo ao desembarcar em Lima o carisma do povo já me conquistou. Mesmo com um portunhol “mequetrefe” fui muito bem recebido e todos tentavam, além de me ajudar, me ensinar algumas palavras básicas do idioma (use as expressões como “chévere”, “que bueno” e “me encanta”, sempre que achar que algo é muito legal).

Como o negócio era conhecer o santuário Inca, apenas passamos uma noite em Lima e corremos para o aeroporto para voar para Cusco. Ao colocar o pé no solo cusquenho, que fica a mais de 3 mil metros de altitude, a falta de ar e o frio deram um choque de realidade. Para amenizar os efeitos, o jeito é mascar folhas de coca ou tomar o chá da planta.

A ida para Machu Picchu é um espetáculo à parte. De Ollantaytambo, de onde sai o trem, até o santuário Inca, é possível ver parte da cordilheira dos Andes. O trem vai seguindo o rio Urubamba e volta e meia passa literalmente por dentro de alguma montanha. O translado sai aproximadamente R$ 140.

Passeio entre as alpacas no parque Saqsaywaman | Márcio Alves/Metro Passeio entre as alpacas
no parque Saqsaywaman | Márcio Alves/Metro

Machu Picchu fica a mais ou menos 30 minutos da cidade de Águas Calientes, vilarejo mais próximo do santuário. A cidade é repleta de opções de hospedagem, desde hostels minúsculos, que podem ser encontrados por cerca de R$ 25 a diária, até hotéis luxuosos, R$ 350, por pessoa. O ingresso para o Vale Sagrado sai por mais ou menos R$ 130 (precisa comprar antecipado pelo www.machupicchu.gob.pe).

Para subir ao santuário, os mais dispostos podem ir andando, mas quem preferir pode pegar uma das vans que fazem o trajeto. Chegando ao topo, não é necessário mais do que três minutos para se ter a vista tradicional da cidade Inca. Sem querer ser clichê, é de ‘arrepiar a beleza’. Mas não se limite a caminhar entre as casas e templos feitos de pedra e argila, aproveite para tirar uma foto com as simpáticas lhamas.  Outra dica bacana é fazer o trajeto até a ponte Inca – local usado pelos andinos para fugir da chegada dos espanhóis.

Na volta para Cusco, se organize para conhecer o parque arqueológico de Saqsaywaman, que é conhecido como uma antiga fortaleza, apesar de não ter tido nenhuma função militar.

Fiquei com gostinho de quero mais. Da próxima vez quero ter tempo para conhecer o lago Titicaca (o mais alto do mundo) e a pirâmide do Senhor Sipã, que tem valor histórico semelhante à múmia de Tutancamon.

Clube Blue Oyster do filme Loucademia de Polícia | Reprodução Clube Blue Oyster do filme Loucademia de Polícia | Reprodução

Achei ter caído numa roubada

Como ficamos três noites em Águas Calientes, resolvi conhecer um pouco da noite da cidade. O vilarejo é bem pequeno, existem poucas opções. Acabei escolhendo o lugar mais inusitado: Cupido Megadisco, que fica às margens do rio Urubamba, bem no miolo da cidadela. Quando entrei no lugar, achei que estava na balada gay Blue Oyster, do filme “Loucademia de Polícia”.

Tá certo que a minha aparência também não colaborava muito: todo de preto e com uma barba grande. Fiquei ali por alguns minutos, apenas esperando que o DJ (que ficava dentro de uma espécie de nave espacial) tocasse alguma música eletrônica e algum rapaz vestido de couro me puxasse para dançar. Não que eu me preocupasse.

No final, acabei me divertindo muito. Fora ter de apartar uma briga,  nada demais aconteceu. Pretendo voltar lá algum dia.

O jornalista viajou a convite da TAM Linhas aéreas e hotel sumaq

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