Língua brasileira de sinais reserva boas oportunidades profissionais

Por lyafichmann

Ter um segundo idioma no currículo é um diferencial no mercado de trabalho. Entre tantas opções disponíveis, a mais comum é investir no inglês ou espanhol. Mas por que não começar aprendendo uma nova forma de se expressar? Além de acrescentar muito para profissionais das áreas de pedagogia e letras, a  língua brasileira de sinais, mais conhecida como Libras, também é uma boa opção para pessoas que gostem de trabalhar e interagir em público.

Ao contrário do que se pensa, o intérprete de Libras pode trabalhar em diversas outras áreas além da acadêmica. Para promover a inclusão na comunicação, muitas empresas contratam o profissional para ofecerer suporte acessível a surdos em palestras, seminários e conferências, além de traduções em programas de TVs especializados.

Mas quem pensa que para exercer a profissão é necessário apenas conhecer a linguagem de sinais, se engana. Quem não se lembra do falso tradutor que fez uma confusão de gestos durante a cerimônia de sepultamento do líder sul-africano Nelson Mandela?

“Para traduzir com clareza e coerência o que é dito, é necessário toda uma técnica que envolve sincronia do corpo com expressões faciais e conhecimentos históricos e culturais de gestos, além de agilidade para compreender, contextualizar e traduzir simultaneamente”, afirma Rafael Dias Silva, professor responsável pelo curso de libras profissional da USP Leste.

Qualificação

Para se tornar um intérprete de Libras oficial é necessário fazer um curso e ainda participar de um processo de avaliação do Ines (Instituto Nacional de Educação de Surdos).

Em São Paulo, um dos cursos de referência da área é o da USP Leste. O curso tem duração de um ano e meio e a cada semestre cerca de 400 vagas são abertas para novas turmas.

Segundo Silva, desde o início, as aulas contam com conteúdo detalhado na teoria e na técnica para aperfeiçoar o futuro profissional.

A média de custo com um curso de qualificação é de R$ 1,5 mil na capital paulista. Após a conclusão, o próximo passo é fazer a Prolibras, avaliação que certifica o profissional como intérprete da Linguagem Brasileira de Sinais. A prova é composta por duas etapas: uma objetiva com questões gerais e, outra prática.

“Neste teste situações recorrentes do universo de tradução são simuladas de acordo com cada especialização.”

De acordo com Silva, um intérprete ganha em média R$ 150 por hora trabalhada e pode ter uma renda mensal entre R$ 5 mil e 7 mil.

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