Conheça dicas para trocar a esteira pela corrida de rua

Por lyafichmann
sxc.xchng Se o estilo de corrida de todos fosse analisado, os perigos de correr ao ar livre poderia ser menor | sxc.xchng

Você está feliz em apenas ir à academia e fazer a sua corrida na esteira, um ambiente que julga protegido e no qual não percebe danos ao corpo. Mas, só porque você faz exercícios em um lugar fechado, sem ter que lidar com ventanias, poluição ou automóveis, não significa que está seguro.

Quer ganhar rapidez e força? Vá para rua!

Correr na rua tem um lado desagradável por várias razões, mas essa dificuldade não vai te machucar, explica Scott Francis, especialista em fitness. “Em ambientes ao ar livre, você tem que desviar para esquerda e para a direita e, assim, seu corpo se acostuma a se mover com mais liberdade”, afirma.

Nick Anderson, treinador de maratonistas, concorda com Francis. “Mesmo em um lugar plano, como uma esteira, seus pés terão de se ajustar ao ângulo certo cada vez que eles tocam a superfície ligeiramente irregular – o que ocorre quase sempre. Os músculos têm que trabalhar muito para estabilizar os pés durante a corrida, o que significa que o atleta tem que forçar muito o pé para se manter na esteira.”

As pessoas pensam que estão fazendo um bem para seu corpo ao decidirem correr na academia, mas a verdade é que não é bem assim: “Você vai bem rápido – bem mais do que iria na rua, mas isso não tem nada a ver com velocidade. A superfície que você pisa é completamente reta, o que leva, não a correr, mas a pular para cima e para baixo no lugar”.

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Não há uma maneira certa para correr

Há um erro comum de que quanto mais larga é a passada, mais rápido você corre. Super errado!

Dar passadas largas pode causar muita tensão no seu corpo: “correr ereto, com o corpo curvado ligeiramente para frente, com passos curtos e com o pé seguindo a linha do corpo em vez de à frente dele, demanda menos força para sustentar o corpo e diminui a tensão nos pés”, orienta Anderson.

Combine seu tênis com seu estilo de corrida

O tênis é a última parte da equação. Se o estilo de corrida de todos fosse analisado, os perigos de correr ao ar livre poderia ser menor. “O corredor lida com algo em torno de três ou sete vezes o seu peso passando por seu corpo na hora do impacto – por isso, não só o tênis deve servir no seu pé, como é preciso ajustar o tipo de corrida ao estilo da pessoa”, afirma Anderson.

“As pessoas costumam comprar tênis um número menor que seu tamanho, isso porque o tênis de uso diário é, normalmente, mais apertado. Mas, quando você corre, o pé incha, então é aconselhável que haja um espaço do tamanho de meia polegada na parte dianteira do calçado”, complementa.

E, continua, “idealmente, todo mundo deveria ter seu arco do pé analisado (muitas lojas prestam esse serviço gratuitamente) para descobrir como é a pisada, em toda sua extremidade: no ante-pé, médio-pé, calcanhar ou calcanhar extremo.”

O ideal é provar vários pares, de diferentes marcas, para garantir que o calçado  tenha amortecimento, suporte e que o solado fixe bem ao solo. Uma vez que você faz isso, estará pronto para correr – ao ar livre!

Top 3 – Tipos de pés

1. Chato: quando não há nenhum arco e a parte inferior do pé até o calcanhar é totalmente plana

2. Arqueado: o pé tem um grande arco, fácil de ser identificado. Nesses casos, a pessoa sofre de supinação, que faz com que os pés girem para fora na hora da corrida

3. Pegada neutra: o pé não é nem arqueado nem plano, está no meio termo, com uma curva para dentro. Esse é o tipo mais comum e menos suscetível a lesões

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