Saiba como proteger seu filho dos perigos do dia a dia

Por Carolina Santos

Enquanto o garoto de 11 anos que perdeu o braço ao ser atacado por um tigre no zoológico de Cascavel se recupera, luzes amarelas se acendem nas cabeças de muitos pais. Como estimular a curiosidade e o desenvolvimento das crianças, que naturalmente são muito ativas, sem expô-las a riscos que às vezes nem adultos percebem?

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Piscina

Bebês com até dois anos sempre devem estar acompanhados, mesmo que estejam em uma piscina de 10 centímetros de profundidade. Já as crianças mais velhas e acostumadas com a água podem ter a supervisão de fora, sempre com cuidado. De acordo com a ONG Criança Segura, crianças devem aprender a nadar com instrutores qualificados ou em escolas de natação especializadas. Se os pais ou responsáveis não sabem nadar, devem aprender também. A necessidade de usar boias vai depender muito de quanto a criança está acostumada a nadar. Um profissional especializado em natação infantil poderá ajudar a determinar isso. Mas cuidado, boias e outros equipamentos infláveis passam uma falsa segurança. Eles podem estourar ou virar a qualquer momento.Um adulto responsável deve sempre estar atento.

Parque de diversão

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Passear com a família no parque de diversões é sempre uma ótima pedida, porém, para os bebês, o programa pode ser cansativo ou mesmo perigoso. O ideal é levar a criança a esse tipo de passeio a partir do momento que ela começar a andar. Por segurança, há um limite mínimo de altura exigido para entrar na maioria dos brinquedos, que fica entre 1,30 a 1,40 m. No entanto, vale confrontar a altura com a faixa etária do seu filho. Se ele for considerado alto para a idade, por exemplo, vai atingir o limite antes das outras crianças. Segundo a pediatra Adrienne Surri Lebl, os pais devem ver se a criança está realmente preparada para brincar em certos brinquedos, antes de arriscar. Além disso, é essencial respeitar as normas dos brinquedos para maior segurança.

Rua
A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda que somente a partir dos 8 anos as crianças possam sair na rua sozinhas. Se a sua família vive perto de vias movimentadas, o ideal é depois dos 12 anos. Ensine a seu filho atravessar a rua somente nas esquinas, na faixa de segurança, olhando para os dois lados. Não o deixe atravessar a rua atrás de carros estacionados. Não brinque com a criança na rua. Ao atravessar a rua, segure a criança pela mão e ensine-a como se conduzir. Segundo a ONG Criança Segura, usar uma lanterna ou materiais reflexivos nas roupas da criança pode evitar atropelamentos durante a noite.

Zoológico

Os pais devem ficar sempre muito atentos às crianças. “Toda regra tem exceção. Os pais não podem contar com a sorte e deixar os filhos correrem riscos só porque com eles nunca aconteceu nada”, diz a pediatra Adrienne Surri Lebl. É muito importante explicar aos filhos as normas do zoológico, se pode ou não alimentar os animais, que não é permitido jogar objetos nos bichos e que há áreas restritas que eles não devem entrar. Segundo a pediatra, orientação e explicação das regras é essencial, pois as crianças não sabem e não aprendem sozinhas, alguém tem que ensinar. Além disso, animais são irracionais portanto deve se sempre tomar cuidado.

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Parquinho
Segundo a ONG Criança Segura, é muito importante conhecer os parquinhos onde os pequenos brincam. Procure equipamentos apropriados para a idade das crianças e verifique se os equipamentos estão enferrujados, quebrados ou contêm superfícies perigosas. Denuncie qualquer problema à escola ou ao órgão responsável. O parquinho dever ser instalado em piso que absorva impacto, como um gramado, um piso emborrachado ou areia fina. Jamais deve ser instalado em piso de concreto ou pedra. Tire o capuz e o cachecol de todas as crianças para evitar perigos de estrangulamento nos parquinhos.

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