Trânsito prejudica motor dos veículos

Por Caio Cuccino Teixeira
Novo limite de 50 km/h da avenida Paulista não é fiscalizado | Luiz Guarnieri/Brazil Photo Press/ Folhapress Pesquisa revela que há um veículo para cada quatro pessoas no país| Brazil Photo Press/ Folhapress

Pesquisa recente divulgada pelo Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) revela que a frota de veículos no Brasil cresceu tanto que, atualmente, há um automóvel para cada quatro habitantes. Uma estatística que sai do papel e vira realidade diariamente para a maioria dos motoristas, especialmente os que vivem nas grandes cidades, onde os congestionamentos já são rotina em ruas e avenidas.

Mas, mais assim como as pessoas que ficam presas no trânsito se desgastam, os veículos também sofrem prejuízos pelo entediante anda e para. O Metro procurou especialistas para evidenciar esses prejuízos e a conclusão não é nada agradável. Afinal, há uma extensa lista de itens dos veículos que acabam mais desgastados por conta dos engarrafamentos, como freio, pneus, motor, embreagem e ar-condicionado.

Uma das partes do automóvel que mais sofre com o tráfego intenso é o freio, que se desgasta consideravelmente com o anda e para. “Com o trânsito, os freios são muito mais utilizados que outros componentes”, diz Leandro Vanni, engenheiro da DPaschoal. De acordo com o especialista, os motoristas precisam ficar atentos a possíveis vibrações no volante e se a altura do freio de mão supera a do banco: situações que evidenciam problemas nos freios e que pedem manutenção rápida.

No trânsito há menor circulação de ar, o que prejudica o motor | Divulgação No trânsito há menor circulação de ar, o que prejudica o motor | Divulgação

Outro item que deve ser sempre verificado são os pneus. Por conta das constantes freadas e das vias mal conservadas, eles acabam prejudicados. O ideal é que os motoristas calibrem os pneus semanalmente, seguindo sempre as indicações do manual do veículo.

Motor

No caos imposto pelos milhões de veículos que trafegam pelas ruas, o motor também sofre, já que a menor circulação de ar faz com que o componente funcione sob temperaturas mais altas, o que aumenta o desgaste do óleo, do líquido do sistema de arrefecimento, das velas, etc. “Em muitos casos, os problemas não são percebidos logo que aparecem. Quando são notados, a falha está ocorrendo há algum tempo, o que pode acentuar os danos ao veículo, como perda de desempenho, falhas no motor, dificuldades de partida e ainda prejudicar outros equipamentos como bobinas e catalisador”, explica Hiromori Mori, técnico da NGK.

O congestionamento desgasta as velas | Divulgação O congestionamento desgasta as velas | Divulgação

No caso da embreagem, a dica para não prejudicar o sistema é não andar com o pé apoiado no pedal, dirigir de forma suave e sem movimentos bruscos, já que os trancos são os grandes vilões para este equipamento.

Por fim, o ar-condicionado também depende de cuidados, já que o excessivo tempo ligado pode levar impurezas ao sistema, provocando malefícios até à saúde. “Se alguma dessas circunstâncias acontecerem, significa que pode ter algum problema, e deve ser checado”.

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