"Só Riso – A Alegria Contagia" anima a vida de quem precisa

Por Tercio Braga

alegria-do-hospital-620Com um sorriso no rosto, elas chegam, uma a uma ou em duplas, para a sessão de fotos que usarão para promover o projeto que apresentam nas escolas e em hospitais. Mesmo depois de anos longe da sala de aula, o grupo formado por cinco senhoras de bem com a vida tem muito a ensinar. Chamado “Só Riso – A Alegria Contagia”, o projeto faz jus ao nome: elas se vestem de palhaças e levam informação com diversão ao público.

“Falamos sobre plantação e sustentabilidade, ensinamos cantigas de rodas, falamos sobre afeto e respeito. E no fim, pintamos a criançada e vira uma grande festa”, conta Wilma Zadra Rodrigues dos Santos, de 54 anos, mais conhecida como Tica Polenta.

Wilma já tinha feito um curso para ser palhaça hospitalar quando estava entrando em depressão – nem precisa falar que ela saiu desse quadro rapidamente. E durante um curso de teatro, em 2011, encontrou suas parceiras na empreitada de divertir os outros.

Hoje, o grupo completa dois anos de vida, tempo suficiente para as amigas colecionarem histórias. “Já fomos a orfanatos, asilos. Você percebe que eles precisam de carinho, é sempre emocionante”, diz Adélia Serrano Andreassa, 78 anos, a Pururuca.

Ao longo dos dois anos de convivência, elas também aprenderam as manias de cada uma. Lucy Tereziani Buzian, 65 anos, a Ping-lu, por exemplo, é a primeira a se arrumar. Elza Fernandes de Marchi, 61 anos, a Patotinha, por sua vez, está sempre em busca do melhor ângulo nas fotos. Enquanto Glafira Menezes de Oliveira Conti, 63 anos, a Tucupi, faz mil caras e bocas e reclama que tem engordado por culpa do grupo. Com razão, já que os ensaios sempre terminam com um bom café da tarde.

O trabalho delas é voluntário ­- só pedem ajuda para o transporte – e acaba sendo divulgado de boca em boca. Mas quem quiser, pode entrar em contato pelo blog projetosoriso.wordpress.com. “Também estamos fazendo fotos para ajudar na divulgação porque começo de ano é mais devagar”, explica Adélia, reforçando que elas não estão para brincadeira quando o  assunto é alegrar os outros.

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