Número de mulheres cresce nas redes sociais

Por Caio Cuccino Teixeira
Adriana: clientela garantida pela web | André Porto/Metro Adriana: clientela garantida pela web | André Porto/Metro

Elas dominam as redes sociais. Atraídas pela variedade de ferramentas e pela facilidade na hora da interação, cada vez mais mulheres compartilham conhecimento, se divertem, fazem compras e divulgam o trabalho ou um projeto cultural/social em mídias de relacionamento que colorem o ciberespaço.

Pesquisas feitas nos Estados Unidos, pelo renomado Instituto Pew Research e o site Information is Beautiful, comprovam essa teoria ao apontar que de 17 grandes redes sociais, as mulheres despontam como maioria em 12. No Brasil, os dados mais recente são de 2012, em uma análise feita pela “Revista Galileu”, indicando que as mulheres correspondem a 58,7% dos acessos nas redes sociais.

Quem faz parte das estatísticas e dá muito valor a isso é a maquiadora Adriana Cardillo, uma adepta do “boca a boca” moderno via internet. Após 18 anos trabalhando como assessora de comunicação, ela resolveu mudar de profissão e, para isso, faz uso das mídias. “Comecei divulgando apenas para os amigos, só que eles foram falando para outras pessoas e assim fui ficando conhecida e ganhando clientela”,diz. “Para mim, essa é a propaganda certa para quem tem poucos recursos, mas precisa mostrar a que veio.”

Na web, Adriana utiliza o Facebook, o Instagram e o Pinterest. “Posto fotos e textos, só ainda não faço vídeo com tutorial”. A maquiadora também acessa as redes para trocar informações com outros profissionais e conferir as novidades da área. “Tem coisas úteis e interessantes, mas gosto de selecionar bem o que vejo e o que divulgo, para não encher a minha fan page com excessos.”

Mais conectadas

A forte presença feminina nas redes sociais nada mais é do que uma representação moderna da habilidade delas de interagir com o próximo, buscar informações e querer saber mais sobre o que acontece no mundo e na vida dos conhecidos. De acordo com a psicóloga especialista em redes sociais, Luciana Ruffo, do Núcleo de Pesquisa de Psicologia em Informática da PUC-SP, essas ferramentas são muito válidas, mas desde que utilizadas de forma saudável. “Estar nas redes pode ajudar a ganhar qualidade de vida e lazer, além de facilitar o contato com a família que está longe, mas não deve prejudicar a vida real”, alerta a especialista. “O ideal é que a mulher saiba tirar proveito disso e use também para divulgar uma causa, vender o trabalho ou apenas para fazer novos amigos.”

Mais que um clique

A publicitária Gabriela Sério é uma das criadoras do famoso Tumblr “Olhe os Muros”, ao lado do advogado Eduardo Perazza. Com 66.286 seguidores, o site nasceu de uma reflexão entre os dois sobre as frases que decoram os paredões das cidades e virou um sucesso na web. “O projeto, na verdade, nasceu no Twitter, mas cresceu mesmo quando migramos para o Tumblr, que é mais visual”, diz Gabriela. Pouco depois, a proposta também foi para o Facebook, onde já tem mais de 53 mil curtidas.

Gabriela e o Tumblr: ‘Olhe os Muros’ | André Porto/Metro Gabriela e o Tumblr: ‘Olhe os Muros’ | André Porto/Metro

Contando com colaborações diárias de gente de todos os lugares, o “Olhe os Muros” tem como meta compartilhar conceitos que estimulem o pensar e o agir, tirando as pessoas da rotina. “O nosso projeto é on-line e ao mesmo tempo concreto e real, já que retrata os muros enquanto meios de comunicação”, diz a publicitária. “A diferença é que agora podemos usar ferramentas da web para espalhar suas mensagens, que podem fazer a diferença na vida de alguém que espera pelo bem.”

Vício controlado

Fã incondicional das mídias sociais, a estudante de mestrado Thaís Bento não vive sem o celular, pois assim pode checar as notificações do seu Facebook a qualquer hora. “Se posto alguma coisa, fico sempre para ver se alguém curtiu”, confessa, aos risos. “Mas também acesso para conversar com amigos, acompanhar notícias e informações sobre temas que gosto, como cinema, além de fazer contatos profissionais.”

Para ela, apesar das vantagens, estar presente nas redes também é viver em um mundo sem filtros. “Existe uma liberdade exagerada e as pessoas falam qualquer coisa, às vezes sem respeito, e isso me faz ter vontade de bloquear várias”, diz Thaís.

Outra que também adora as redes sociais é Giselli Souza, fundadora do blog “Divas que correm”. Voltado para atletas amadoras na faixa dos 30 anos, o projeto ajuda mulheres a se redescobrirem no esporte em meio à vida moderna. “Para facilitar, trabalho o blog no formato de multiplataforma em que as redes sociais são a extensão dele”, diz. “Todos os dias, posto no Facebook e no Instagram sobre o meu dia a dia, com os treinos e a alimentação, por exemplo, e recebo os retornos.”

De acordo com a corredora, essa interação com as pessoas é a melhor parte das mídias. “Acho que o contato é tão intenso que chega a ser até maior do que o que tenho com as minhas amigas off-line”, avalia Giselli. Para ela, as redes ajudam a aproximar mulheres de tipos e lugares diferentes. “Os sites de relacionamento servem para nos unir em torno de uma paixão em comum. No caso, a corrida.”

‘Famosinhas’ das redes

May: “Sou heavy user em todas as mídias”  | Divulgação May: “Sou heavy user em todas as mídias” | Divulgação

Tanto compartilhamento nas mídias sociais faz com que adolescentes comuns da vida real sejam tratadas como celebridades na web. É o caso de Mayara Oliveira, que tem 16 anos e uma página no Facebook com mais de 26 mil fãs. Dona do blog TheGirls+, que fala sobre moda e beleza, a jovem é conhecida por adolescentes do país todo. Heavy user assumida, ela chega a acessar as mídias 40 vezes ou mais em apenas uma hora. “Estou conectada o dia todo para deixar o blog atualizado e para saber o que está acontecendo com meus amigos”, conta Mayara, ou na web, May. “É bom poder interagir com eles mesmo sem estar por perto”.

Assim como May, muitas outras jovens blogueiras antes desconhecidas usam as redes sociais para divulgação e ganho de milhares de seguidores. Entre elas, destaque para Niina, ou Bruna Tavares, do Niina Secrets, e Ana Paula Buzzo, do Não provoque. A primeira tem 189 mil curtidas no Facebook enquanto Buzzo já está com quase 16 mil.

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