Geely Motors aposta no sedã EC7 para crescer no mercado brasileiro

Por Caio Cuccino Teixeira
A Geely Motors do Brasil deve receber  200 unidades/mês do modelo EC7 | Divulgação A Geely Motors do Brasil deve receber
200 unidades/mês do modelo EC7 | Divulgação

Nos últimos anos, montadoras chinesas de automóveis, literalmente, invadiram o Brasil, oferecendo carros mais completos a preços menores que as tradicionais marcas. Depois da consolidação de montadoras como JAC Motors e Chery, por exemplo, agora é a vez da Geely desembarcar em nosso país.

Fundada na China em 1986, a empresa tem planos arrojados e, a partir de fevereiro, quando iniciará suas atividades oficialmente por aqui, já contará com 15 concessionárias – estima ter 25 até dezembro – e espera vender cerca de 3,5 mil unidades de seu primeiro carro-chefe: o sedã EC7.

“Critérios rigorosos foram adotados no processo de nomeação das concessionárias. Neste momento, temos 15 revendas nomeadas, cujos empresários brasileiros são de reconhecida competência em seus mercados regionais. Tivemos o cuidado de concentrar nossas nomeações de concessionários apenas entre operadores de comprovado sucesso em seus mercados, com clara vocação para o bom atendimento a clientes, detentores de altos índices de satisfação”, explica o presidente da Geely do Brasil, Ivan Fonseca.

Sediada em Itu, no interior de São Paulo, e com concessionárias em Belo Horizonte, Brasília, Goiânia, Florianópolis, Londrina, Maringá, Natal, Porto Alegre, Ribeirão Preto, Rio de Janeiro, São José do Rio Preto e São Paulo, a Geely será representada no Brasil pelo grupo Gandini – que está à frente da Kia por aqui também –, mas terá sua linha de produção no Uruguai, país que mantém um acordo bilateral no setor automotivo com o Brasil e que isenta a taxa de importação. “Sem a unidade produtiva no Uruguai, as operações de importação e distribuição seriam inviáveis”, salienta Fonseca.

O primeiro veículo da Geely no país será o sedã EC7, que será vendido a partir de março, por um preço estimado de R$ 50 mil. Colocado no mercado para concorrer com carros como Corolla, da Toyota, e Civic, da Honda, ambos mais caros, o EC7 terá motor 1.8, de 130 cv, com câmbio manual de cinco marchas, a gasolina (a versão flex estará disponível só em julho). O carro ainda conta com ar-condicionado, direção hidráulica e computador de bordo, além de ter garantia de três anos. Já a partir de abril, a montadora chinesa promete comercializar o subcompacto GC2.

Controladora da Volvo, a Geely teve um faturamento mundial de R$ 59 bilhões em 2012 e espera crescer ainda mais apostando no mercado brasileiro.

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