Futebol pode transformar a vida de milhares de crianças em São Paulo

Por Caio Cuccino Teixeira
Versatilidade e capacidade  técnica fazem a diferença | Caio Vilela Versatilidade e capacidade
técnica fazem a diferença na seleção de atletas | Caio Vilela

Tornar-se jogador profissional é o sonho de milhares de paulistanos. Destaque entre os garotos de sua idade com a bola nos pés, Renan Ferraz, 16, nunca se importou com o fato de passar a infância calçando um pé de cada tênis, não ter meias e nunca ter usado caneleiras. Criado por uma família humilde, o morador de Campo Limpo, na divisa com Taboão da Serra, encontrou no futebol o motivo para driblar as dificuldades.

“Minha mãe faz de tudo por mim e meus cinco irmãos. Ela nos ensinou a dar valor à escola e, em troca, deixa a gente jogar bola a tarde inteira”, diz o craque do time batizado de Serra Louca, que joga em um campo de várzea sem muitas condições ao lado de outros garotos que têm o mesmo sonho.

Bastante habilidoso, versátil e com uma visão de jogo incrível, Renan chama a atenção pelo futebol alegre e descontraído. Ele sabe da grande concorrência no mundo da bola, mas confia em seu potencial. “Não tenho a mesma estrutura dos jogadores que crescem dentro dos grandes clubes, mas tenho fome de bola maior do que a fome que já senti quando não tínhamos o que comer em casa”, conta, com um sorriso no rosto.

Para Renan, o fato de morar em uma comunidade afastada é o principal entrave para conseguir mostrar seu futebol para algum olheiro. “Eu me inspiro no Ronaldinho Gaúcho e, principalmente, no Ronaldo Fenômeno, por tudo que ele passou na vida”, comenta o garoto que tenho como sonho ser descoberto em algum jogo de várzea.

Quem já teve uma chance em time profissional e está desempregado também corre atrás. No Clube Atlético Juventus, na Mooca, o Sindicato dos Atletas Profissionais de São Paulo oferece treinamento a 35 jogadores que estão sem equipe atualmente.
O grupo treina de segunda a sexta-feira, pela manhã. “A gente prepara o atleta, arruma jogos-treinos para que ele se recoloque no mercado”, explica o diretor do sindicato, Mauro Costa. Para os 35 jogadores, é uma boa oportunidade de se manter em forma para quando a oportunidade tão desejada chegar.

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