Leitoras do Metro mostram que skate (também) é coisa de menina

Por fabiosaraiva
A publicitária Hellen Dizeró, adepta da ‘longboard’ e das ladeiras A publicitária Hellen Dizeró,
adepta da ‘longboard’ e das ladeiras | Arquivo pessoal

O skate, esporte que se popularizou nos anos 1970 mundo afora, dá mostras que não para de crescer – e se diversificar – por aqui. Basta uma volta pelas ruas ou parques para ver cada vez mais mulheres com suas pranchas com rodinhas. Os dados oficiais mais recentes sobre o assunto, porém, foram divulgados em 2010, em pesquisa encomendada pela CBSK (Confederação Brasileira de Skate) e realizada pelo Datafolha. Na época, meninas representavam apenas 10% dos 3,8 milhões de skatistas no Brasil. Nos últimos anos, no entanto, aparentemente a paixão pelo skate arrebatou mais do que as 380 mil mulheres daquele último levantamento.

A secretária-executiva  Thais Ferro, fã de ‘street’ | Arquivo pessoal A secretária-executiva
Thais Ferro, fã de ‘street’ | Arquivo pessoal

É o caso da publicitária Hellen Dizeró, 27 anos, que há três anos pratica com “longboard” (prancha mais comprida). “O skate feminino está em alta, e com certeza vive seu melhor momento. Tenho várias amigas que praticam”, diz Hellen e completa: “Esta interação é super válida. Sem competição, só pelo prazer de andar e a liberdade que só o skate proporciona.”
Hellen se dedica à modalidade “freeride”, na qual a especialidade é descer ladeiras de modo livre e rápido. “Meu ‘point’ preferido é o Casquinha, em Alphaville, pois tem a melhor ladeira, acelera bastante, o asfalto é ótimo e passam poucos carros.”

Mais visibilidade

Para a secretária-executiva Thais Ferro, 27 anos, que pratica desde os dez anos, houve um grande crescimento no skate feminino recentemente, mas a grande maioria na categoria “longboard”.
“Prefiro e amo o ‘street’ [modalidade praticada nas ruas]. É o segmento com mais visibilidade e que mobiliza a atenção das autoridades para a construção de novos espaços”, diz Thais.
Segundo ela, é difícil encontrar uma pista pública boa. “Em geral elas são mal projetadas e não há manutenção. Atualmente, ando na Praça Roosevelt”, afirma a secretária.

Thais Gazarra, que pratica há dois anos e já compete Thais Gazarra, que pratica há dois anos e já compete | Arquivo pessoal

A estudante Thais Gazarra, 15 anos, anda de skate há dois anos e é um bom exemplo da nova geração. Skatista overall (que pratica várias modalidades), a adolescente já disputa campeonatos e se especializou no skate vertical em pistas de portes médio (banks) e grande (bowl). “Vou a Mogi das Cruzes e São Bernardo para aprimorar minha técnica. Não costumo andar em São Paulo, pois a cidade não oferece pistas com planejamento e tecnologia necessários”, opina a garota.

Também para a estudante, o skate feminino vive uma excelente fase. “A categoria está em expansão nos últimos dois anos, mas o mercado ainda precisa focar mais nas skatistas e não só no skate como produto.” “Há ótimas skatistas no Brasil. Tanto que o Mundial Feminino ocorreu em Florianópolis (SC), em dezembro, com profissionais e amadoras competindo”, diz Thais.

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