Como "levar a casa" na viagem?

Por Carolina Santos
Suportes são boas soluções  para as bicicletas | Divulgação Suportes são boas soluções
para as bicicletas | Divulgação

Junto com o período das férias, um dilema acompanha muitos motoristas: como encaixar tanta bagagem no carro antes de pôr o pé na estrada? O impasse, que aflige tantas famílias, que não conseguem “levar a casa” dentro de um porta-malas, pode ser solucionado de diversas formas, com bagageiros, suportes e reboques (trailers, baús e carretas). Mas é preciso ter muita atenção para não infringir o Contran (Conselho Nacional de Trânsito), órgão máximo normativo do Código de Trânsito Brasileiro, que é rigoroso neste quesito.

Os bagageiros, por exemplo, podem ser acoplados no teto ou nas barras longitudinais dos automóveis e comportar diversos quilos de bagagem extra. Porém, de acordo com a legislação vigente, a carga tem que respeitar o peso máximo especificado no manual do fabricante, não pode ultrapassar a altura de 50 cm – exceto no transporte de bicicletas –, o comprimento da carroceria e a largura do teto. Além disso, a lei determina que cargas indivisíveis que ultrapassam a traseira do veículo devem ser sinalizadas em sua extremidade com luz e refletor vermelhos.

Outra solução para aqueles que necessitam de mais espaço nos veículos são os suportes – que comportam objetos como bicicletas, pranchas de surfe, etc. Para este caso, a lei prevê uma série de itens, dentre elas que o motorista respeite o peso máximo especificado para o veículo, que o suporte não exceda a largura máxima do carro e nem oculte as luzes traseiras e, principalmente, caso a placa do automóvel fique parcial ou totalmente coberta, que seja instalada uma segunda placa, lacrada ao lado direito do equipamento ou no próprio veículo.

As soluções existem até mesmo para os condutores que queiram transportar motocicletas, lanchas ou jet skis. Para estes casos, são usados os reboques, que os motoristas podem puxar carreta, trailer e outros tipos de extensores instalando um engate no automóvel. Justamente por ser a opção que mais altera a característica do veículo, a regulamentação é mais rigorosa. De acordo com o código, o motorista precisa registrar e licenciar no órgão estadual de trânsito o reboque (como um carro), que precisa ter plaqueta com o nome do fabricante, o CNPJ e o registro do Inmetro, tomada e instalação elétrica para acionar os dispositivos de iluminação do reboque, gancho para fixação da corrente de segurança e, por fim, ter a cabeça maciça e arredondada, não podendo tapar a placa do veículo. Além disso, dependendo do peso do carro com o reboque, a CNH de categoria B (para veículos com até 3.500 kg de peso bruto) não serve, se fazendo necessária a de categoria E.

O descumprimento das normas, além de tornar o transporte inseguro, pode acarretar na remoção e até retenção dos veículos.

Conteúdo Patrocinado
Loading...
Revisa el siguiente artículo