Na hora de correr, respeitar os próprios limites é fundamental

Por Carolina Santos

O aumento da prática esportiva no Brasil já é tão evidente que estudos da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) apontam que a corrida alcançou o patamar de terceiro esporte mais praticado no país, com aproximadamente 4 milhões de adeptos.
Corredores indicam o prazer da atividade como principal fator de motivação, mas, para que haja realmente benefícios, as lesões devem se manter equilibradas.
Segundo o ortopedista e especialista em Traumatologia do Esporte e Cirurgia do Joelho pela Unifesp Gustavo Arliani, as lesões na corrida são normalmente resultado da combinação dos métodos de treinamento e escolha do tênis para a prática do esporte, somados a problemas com força muscular, alongamentos mal feitos, alinhamento ruim dos membros inferiores, tipo de pisada e fatores genéticos.
“Um treinamento apropriado e individualizado é essencial, tendo em vista que 60% de todas as lesões da corrida são resultados do que chamamos em inglês de: “doing too much, too soon” (fazendo muita atividade de maneira muito rápida). Ou seja, o atleta, na ânsia de aumentar seu desempenho, acelera o processo natural de evolução do esporte e acaba tendo como resultado lesões por sobrecarga.
Para evitar esse tipo de problema, o corredor deve iniciar o treino de forma moderada e se expor ao estresse de maneira crescente, intercalando com repouso, que pode ir de 24h a 48h. Do mesmo modo, também deve haver moderação na quilometragem semanal.

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