Antônio Carlos Duarte fala sobre aspirações dos funcionários públicos

Presidente da Associação dos Funcionário Públicos do Estado de São Paulo fala sobre aspirações da categoria Presidente da Associação dos Funcionário Públicos do Estado de São Paulo fala sobre aspirações da categoria

Advogado e jornalista, Antônio Carlos Duarte assumiu o cargo de presidente da AFPESP em janeiro deste ano. Mas sua relação com a causa dos servidores públicos vem de longa data. Em 1972, iniciou uma coluna dedicada ao tema no antigo Diário de S. Paulo, a qual mantém até hoje no jornal Concursos & Empregos. Seu trabalho na AFPESP começou quando foi convidado a cuidar do informativo da entidade, em 1986. Nesse meio tempo, atuou como conselheiro, diretor de regionais e vice-presidente antes de se eleger à presidência. Ele falou ao Metro Jornal.

É possível mensurar os cargos mais atrativos no funcionalismo público?

Ainda que algumas atividades bastante atrativas no passado tenham se extinguido por conta de uma crescente terceirização dos serviços, os concursos para as carreiras exclusivas de Estado são os mais cobiçados. Carreiras absolutamente necessárias para a administração pública: magistratura, Ministério Público, procurador do Estado, delegado de polícia, defensor público, agentes fiscais de renda. Outras bastante atraentes são as vagas de pesquisadores científicos e agropecuários.

Você diria que há um perfil específico para quem deseja ingressar no funcionalismo público?

Ser funcionário público significa estar vocacionado a atender a grande coletividade da população. O servidor não leva uma vida fácil, como alguns podem afirmar. Aliás, muita gente ignora que os concursos públicos são verdadeiros depuradores de talentos. Os candidatos passam por um verdadeiro filtro, com exigências muitas vezes ferrenhas. Existe uma coisa de abnegação. Os aprovados, com o talento e estudo que possuem, se procurassem oportunidades na iniciativa privada, certamente teriam melhores condições em termos salariais.

Qual a questão atual mais urgente para a classe?

A aposentadoria. A integralidade da remuneração deixou de ser um privilégio. Desde 2003, com a Emenda Constitucional 41, os servidores perderam essa prerrogativa. Se quiserem complementar o que ganham, terão que vincular-se a um instituto de previdência, criado recentemente pelo governo.

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