Presidente da Anfavea celebra novo panorama no setor automotivo

Por Carolina Santos
Presidente da ANFAVEA celebra novo panorama no setor automotivo | Divulgação Presidente da ANFAVEA celebra novo panorama no setor automotivo | Divulgação

Após o “boom” da economia brasileira, atualmente o país vive um momento mais “pé no chão” em todos os setores.

Na indústria automotiva isso não é diferente, mas, pouco a pouco, o panorama vai melhorando. Uma prova disso é o investimento que grandes empresas têm feito, especialmente, na montagem de novas fábricas no Brasil. Com este cenário, o Metro Jornal apresenta uma entrevista exclusiva com o presidente da ANFAVEA (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), Luiz Moan Yabiku Junior, na qual o executivo fala sobre a importância dos novos polos automotivos, o que isso acarretará na economia nacional e, principalmente, qual a expectativa, traduzida em números, para os próximos anos.

 

Qual a importância de grandes empresas estarem trazendo fábricas de automóveis ao Brasil?

A decisão das montadoras de investir no Brasil indica que o país é um mercado importante e altamente atrativo. Hoje somos o quarto maior mercado mundial e o sétimo maior produtor. Com o programa Inovar-Auto, que está em vigor desde o fim do ano passado, e tem como principal objetivo incentivar a produção nacional, já foram anunciados R$ 74,1 bilhões em investimentos até 2017 destinados ao desenvolvimento de novos produtos, construção de novas fábricas e modernização e ampliação das já existentes. Isso significa que os consumidores terão acesso a novos produtos, mais modernos, seguros e tecnológicos, que serão gerados empregos diretos e indiretos e que a cadeia de fornecedores terá oportunidade de se fortalecer.

 

O que isso significa para a economia do país?

Significa que o Brasil assumirá seu papel de produtor e desenvolvedor de produtos e tecnologias, atrairá novos investimentos de montadoras e fornecedores e criará novos postos de trabalho, o que impacta em outras cadeias produtivas, como negócios e serviços.

 

O que isso significa para o setor?

Para a indústria automobilística os investimentos em novas fábricas indicam que o programa Inovar-Auto já mostra seus resultados no sentido de promover a produção nacional. O Brasil é um mercado atraente. É um dos mercados mais competitivos do mundo e com grande potencial de crescimento. Mas tanto as montadoras aqui instaladas quanto as importadoras são empresas globais e, se nada fosse feito para melhorar nossa competitividade, muitas delas poderiam optar por apenas importar – ou continuar importando – o carro já pronto ou produzi-lo com grande conteúdo importado. Com o Inovar-Auto, contudo, o Brasil mostra que não é esse o caminho que quer seguir. O caminho escolhido é o de produzir localmente. E isso impacta fortemente nas montadoras, que desenvolverão produtos, engenharia e inovações aqui. E também na cadeia de fornecedores.

 

Mesmo com a economia não vivendo seus melhores dias, é correto afirmar que novas fábricas significam uma melhora neste panorama?

Sem dúvida a chegada de novas fábricas e o aporte de investimentos demonstra que o Brasil tem grande potencial de crescimento tanto do mercado interno quanto de plataforma de exportação. O Brasil possui taxa de motorização de quase 6 habitantes por veículo, enquanto nos Estados Unidos este índice está em 1,2 e na Europa Ocidental é de 2. Claro, é importante reforçar que este crescimento deve ocorrer com um planejamento de mobilidade urbana eficiente.

 

A indústria automotiva nacional crescerá quanto com essas novas fábricas nos próximos anos?

Para 2014, esperamos crescimento na produção, exportação e licenciamento com queda das importações. A expectativa é de que em 2017 nossa capacidade produtiva salte das atuais 4,5 milhões de unidades por ano para 5,7 milhões e que o mercado interno seja de aproximadamente 4,6 milhões de unidades. Temos também um desafio importante de elevar as exportações para 1 milhão de unidades em 2017.

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