Vice-líder no mercado, Yamaha prepara sua primeira 125 cc

Por Tercio Braga

Bastou a Honda renovar toda a sua linha CG (a mais vendida do Brasil) na última semana para sua principal concorrente, a Yamaha, se movimentar. Com o intuito de não ficar para trás e perder ainda mais espaço no mercado, a montadora japonesa tratou de antecipar a divulgação – e também a fabricação – de sua inédita moto flex de 150 cilindradas. Ainda sem nome definido, ou pelo menos divulgado, a marca visa, com isso, não se distanciar muito na disputa com as CGs 150 Titan e Fan.

“O novo modelo, que será produzido na fábrica de Manaus, no Amazonas, tem projeto desenvolvido pelas engenharias do Japão e do Brasil, especialmente para o mercado brasileiro. Com design arrojado e robusto, motor Blueflex de 4 tempos SOHC, partida elétrica, injeção eletrônica (com mapeamento), câmbio de cinco velocidades e outras novidades”,  informou a montadora em nota.

A confirmação da nova motocicleta pela Yamaha ainda deixa dúvidas. Entretanto, muita coisa já se pode dizer do novo modelo. A começar pelo ineditismo das 150 cilindradas pela montadora. Até hoje, a Yamaha produzia motos apenas de 115, 125, 250, 660 e 1.200 cilindradas. Na sequência, o lançamento, que terá 12,97 cavalos, virá com sistema flex – a única moto dotada de bicombustível da marca, até então, era a Fazer 250.

Já se sabe, também, que a 150 cc da Yamaha pesará 118 kg e terá rodas de 18 polegadas. Além disso, o design será todo diferente das atuais motos de outras cilindradas. O farol, por exemplo, abandona o estilo redondo e será envolvido com a carenagem, utilizando um sistema meio a meio: analógico e digital. De quebra, o diferencial em relação à Honda, ao que tudo indica, será o sistema de segurança, já que a motocicleta da Yamaha contará com freio a disco na dianteira e na traseira, com suspensões com dois amortecedores.

De acordo com a Yamaha, as primeiras unidades da inédita 150 cc já chegaram do Japão e estão em período de homologação no Brasil. Quando este processo estiver concluído, em breve, a motocicleta urbana passará a ser produzida em Manaus. A tendência é que, no início de setembro, comece a distribuição nas concessionárias da marca.

A rapidez com que a Yamaha se mexeu a partir das novidades da Honda impressiona. Mas há explicação para isso. Afinal, nos últimos anos, ainda que não tenha alterado seu posto de vice-líder do mercado nacional, a empresa japonesa tem perdido uma boa fatia de vendas. Em meados dos anos 2000, por exemplo, enquanto a Honda era detentora de 80% do mercado, a Yamaha detinha 13,5%. Hoje, já computadas as comercializações de 2013, a discrepância aumentou: são 80,9% da Honda contra 10,4%.

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