Caminho de Santiago atrai viajantes de todo o mundo e todas as crenças

Por fabiosaraiva
Primeiro guia brasileiro de Santiago | Divulgação Editora Generale Primeiro guia brasileiro de Santiago | Divulgação Editora Generale

Abandonar antigos hábitos, libertar-se das pressões do cotidiano e mergulhar na busca de novos ideais são algumas das motivações de muitos que decidem percorrer o Caminho de Santiago.

O local começou a fazer história quando, há 12 séculos, foram encontrados os restos mortais do apóstolo Tiago – que hoje estão depositados na igreja da cidade de Santiago de Compostela.

O itinerário mais famoso entre os existentes no percurso é o denominado “Caminho Francês”, que recebe a maioria dos peregrinos vindos de várias partes do mundo e leva a Santiago atravessando o norte da Espanha.

Em 1987, este trajeto foi declarado Primeiro Itinerário Cultural Europeu e, mais tarde, Patrimônio da Humanidade. Hoje, deixou de ser um roteiro percorrido apenas por religiosos e passou a fazer parte do destino de pessoas que, independente de sexo, casta ou status social percebem que as diferenças da vida cotidiana deixam de existir e, no caminho, se tornam iguais.

Este trajeto já foi tema de filmes, romances, músicas, poemas e, agora, o jornalista Daniel Agrela lança o primeiro guia brasileiro, que apresenta o percurso com dicas e relatos diários que podem ser úteis para o peregrino de primeira viagem, ou até para aqueles que gostariam de retomar esse projeto há muito engavetado.

Ao orientar o futuro peregrino a respeito das características de cada etapa, o guia traz dicas sobre as melhores épocas do ano para realizar o caminho, custo estimado da viagem, preparo intelectual, físico e clínico, e itens necessários para levar na mochila. Aborda também as diferentes rotas existentes, os cuidados durante a viagem e até pequenos detalhes como as temidas bolhas nos pés, além de mapas topográficos.

O guia apresenta ainda informações de como surgiu o Caminho de Santiago, considerado pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade.

“O Caminho de Santiago não é uma viagem. É um projeto de vida”, definiu Daniel Agrela. E completou, “viver por cerca de 30 dias a experiência do Caminho de Santiago faz com que o viajante encontre consigo mesmo através da reflexão diária e do contato com pessoas de diferentes histórias e culturas”.

 

Sobre o autor

Daniel Agrela é viajante profissional. Formado em jornalismo, iniciou sua vida de mochileiro em 2002. Apaixonado por viajar e escrever, usa o faro de repórter para descobrir novas culturas pelo mundo e retratá-las em seus textos. Já se aventurou pelo Caminho em 2007 e 2011. band.com.br

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