Celular ocupa mais tempo que parceiro

Por Carolina Santos
Mario Tama/Getty Images Mario Tama/Getty Images

Nos tempos atuais, as pessoas acabam segurando por muito mais tempo o celular do que a mão dos seus parceiros.

Segundo a pesquisa “Mobile Life 2013 Report”, realizada pela empresa O2, o tempo gasto com o companheiro, diariamente, é de 97 minutos, enquanto com o smartphone é de 119 minutos.

Isso significa que as pessoas passam 30% mais tempo com o aparelho do que com os companheiros, como afirma o site “Female First”, que divulgou o estudo.

“Smartphones estão ficando cada vez mais inteligentes, com telas, sensores tecnológicos, câmeras e processadores que tornam a interação com o aparelho prazerosa”, disse David Johnson, gerente geral de dispositivos da O2 no Reino Unido.

“No entanto, isso também significa que agora estamos gastando mais tempo com nossos olhos colados na tela do que comtemplando o olhar de nossos parceiros”, acrescentou Johnson.

 

Eletrônicos prejudicam o sono

 

As luzes elétricas, incluindo as que iluminam as telas de smartphones e computadores, têm um papel importante nos distúrbios de sono que atingem cada vez mais pessoas, alerta o especialista em medicina do sono professor Charles Czeisler, da Universidade de Harvard. As informações são do jornal “Nature”.

Segundo Czeisler, as luzes artificiais desregulam o ritmo natural do organismo humano, afetando a química do cérebro e levando as pessoas a usarem estimulantes como a cafeína para ficarem acordadas por mais tempo.

Problema de saúde pública, a diminuição das horas de sono causa um maior risco de obesidade, diabetes, doenças cardíacas e infartos em adultos, além de problemas de concentração em crianças.

“Existem muitas razões para as pessoas não dormirem o suficiente na nossa sociedade ‘aberta 24 horas’, desde o começo muito cedo do trabalho ou escola até comidas e bebidas ricas em cafeína”, disse Czeisler. “Mas o fator mais importante é frequentemente relegado: a luz elétrica. Sem ela, poucas pessoas usariam cafeína para ficarem acordadas à noite.”

As luzes artificiais inibem os neurônios que estimulam o sono no cérebro e também liberam o hormônio melatonina, que nos ajuda a dormir.

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