Supere o barro do caminho com curso sobre veículos 4x4

Por Carolina Santos
Curso ensina como  transpor obstáculos sem raspar o carro | Divulgação Curso ensina como
transpor obstáculos
sem raspar o carro | Divulgação

Ao receber o convite para fazer parte da turma do Curso Off-Road Quatro Rodas conversei com alguns amigos que já tinham tido a experiência de serem proprietários de veículos 4×4, e o que descobri foi que a maioria deles não sabia exatamente para que serviam todas as funções disponíveis em um carro desses ou não sabia aplicá-las da maneira mais satisfatória.

Ciente disso, parti para a fazenda Base 84, em Itu. no último sábado 10, com a sensação de que meu desempenho não seria dos melhores.

Sem nunca ter dirigido um veículo com tração nas quatro rodas, minha apreensão só crescia durante a primeira fase do curso, que esclarece, entre outras coisas, como funcionam o controle de tração, os sistemas de bloqueio, o sistema de freios ABS, a aderência do carro de acordo com as diferentes pistas e por aí vai. Antes que pudesse me acostumar com a ideia de dirigir nas situações apresentadas, partimos para a pista de testes.

Barro, descidas escorregadias, inclinações, erosões e toda espécie de deformações pareciam fazer parte do caminho percorrido pelo instrutor com o objetivo de demonstrar na prática o que já tinhamos visto na teoria.

Superando minhas expectativas, a sensação de dirigir em situações a que não estava nem um pouco habituada foi uma das mais agradáveis. A começar pelo conforto do veículo (nesse caso uma Amarok com câmbio automático de oito marchas), que tem um conjunto de suspensões que trata bem os passageiros e não deixa chegar à parte interna qualquer ruído do motor. A força do carro também fica evidente. Mesmo diante de subidas muito íngremes e em baixa aceleração (porém constante) o carro se mantém valente e vai até o topo sem esforço.

Pela frente, mais surpresa. Com o Controle Automático de Descida (HDC) e os freios ABS com função off-road acionados é perfeitamente possível retirar completamente o pé do freio na descida e esperar que o carro faça todo o trabalho sozinho. Do mesmo modo, a subida no jogo de buracos fica muito mais tranquila com a certeza de que o carro não voltará brutalmente para trás,  desde que o bloqueio de diferencial esteja acionado.

Ao fim do dia, podemos dizer que o “santo” só falhou mesmo foi na lama. O que nos fez apelar para o bom e velho guincho.

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