Tecnologia: Aposta está no uso da impressão 3D em casa

Por Carolina Santos
Rodrigo Krug investiu na  nacionalização do produto | Divulgação/ Cliever Tecnologia Rodrigo Krug investiu na nacionalização do produto | Divulgação/ Cliever Tecnologia

Imprimir em 3D não é exatamente uma novidade. Desde a década de 1980 já é possível produzir objetos tridimensionais a partir de arquivos de CAD (Computer Aided Design), em escala industrial. No entanto, foi neste ano que cresceu a possibilidade de que isso seja feito em casa.

Desde uma capinha para celular até um rifle de alta potência ou o protótipo de um braço amputado, qualquer um pode transformar ideias em objetos originais, eliminando fronteiras entre o mundo virtual e o real, com o auxílio destas máquinas.

“A discussão é a seguinte, você vai poder imprimir a sua xícara em casa, não em larga escala porque a impressão é lenta, mas pode personalizar seu objeto, e criar um impacto direto na logística das empresas”, explica Luiz Fernando Dompieri, diretor geral da Robtec, empresa importadora de impressoras 3D.

Embora no Brasil as impressoras pessoais estejam sendo usadas mais por pequenas empresas, pela falta de hábito do brasileiro em se aventurar no faça você mesmo tridimensional, o que analisam os empresários da área é que isso deve mudar dentro de três anos.

“As pessoas compram uma 3D para gerar algum tipo de negócios, mesmo com a impressora doméstica. Muito por conta do preço e falta de acesso à tecnologia, mas em dois ou três anos a curva pode mudar”, explica Rodrigo Krug, diretor da fabricante nacional Cliever Tecnologia.

De olho nesse mercado em ascensão e com a intenção de tornar o produto mais acessível e de baixo custo, designers brasileiros lançaram opções nacionais de impressoras 3D pessoais. Com isso, o preço pode ficar até 50% mais barato do que o de as importadas semelhantes. 

 

Como fica o direito autoral nesse mundo tão virtual ? 

 

Mesmo aquelas pessoas que não têm o domínio  para manusear programas para confecção de documentos em 3D podem comprar ou baixar gratuitamente, de sites especializados, arquivos de repositórios on-line.

Por outro lado, a questão da propriedade intelectual, assim como acontece com qualquer conteúdo baixado da internet, também cria polêmicas para arquivos de impressoras 3D. Neste caso, a Lei de Direitos Autorais protege, separadamente, o arquivo 3D e o objeto produzido.

“Tem coisa que não é direito do autor, mas, pode ser uma marca tridimesional ou um desenho industrial. Qualquer objeto do dia a dia é protegido como qualquer desenho técnico, pelo artigo sétimo das leis de direitos autorais, por isso eles estão sujeitos a direitos autorais como os desenhos e fotografias”, esclarece Luiz Henrique Souza, advogado especializado em direito digital.

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