Papo de propaganda - João Faria

Cadê o horário nobre?

Por Tercio Braga
João Faria João Faria

Basta abrir os olhos que já começa o bombardeio das marcas para seduzir os consumidores. Em casa, no carro, no ônibus, no celular, enfim, a todo instante os anunciantes buscam chamar a atenção. Será que ainda existe o chamado “horário nobre”, aquele momento da noite em que é possível atingir a maioria da população? Reinaldo Lopes, sócio-diretor da agência Escala, revela para coluna.

Acabou o horário nobre?
Não acabou, mas mudou. Em alguns lugares do País, pessoas têm os seus minutos cronometrados e agendas funcionando em horários alternativos. Em outras, consome- se mídia à moda antiga e o intervalo do Jornal Nacional ainda vale ouro. Tudo depende de quem é o consumidor e onde ele está.

Como conhecer o cliente e seus hábitos de consumo?
Relacionando-se com ele. A cada novo projeto, fazemos uma intensa imersão e estudamos quem são os consumidores, quais suas características comportamentais, de onde eles vêm, para onde vão e quais são suas aspirações. Desta forma, podemos entender os hábitos de cada público que se quer atingir, o que ele quer consumir e de que forma.

Qual o horário nobre de cada público?
A partir de um estudo comportamental de cada grupo de consumidores, podemos avaliar qual é o melhor momento para impactá-lo. Para entender de verdade o consumidor de hoje, tudo deve ser levado em conta. Um detalhe, por exemplo, é a localização. O estudante que vive em Espumoso, no Rio Grande do Sul, não perde duas horas no trânsito como um jovem paulistano. Aí, surgem diversas perguntas que nos levam ao resultado. E a partir de novas perguntas e das novas respostas, o horário nobre pode mudar diversas vezes.

Com tanta informação, o que as marcas devem fazer?
As marcas precisam monitorar seus consumidores como quem monitora um paciente na UTI. Antes não haviam instrumentos para isso. Hoje isto é possível e pode fazer uma enorme diferença. Este é o papel da agência hoje. A geração de conteúdo que a agência deve produzir para passa obrigatoriamente por este conhecimento do consumidor e seus hábitos, bem como a distribuição deste conteúdo.

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