Com 40 anos de estrada e história, Passat ainda move fãs

Por fabiosaraiva
Antes chamado de  Passat CC,  modelo leva o nome de CC agora | Divulgação Antes chamado de Passat CC, modelo leva o nome de CC agora | Divulgação

Não há um só brasileiro, dos mais velhos aos mais jovens, que não tenha andado, visto ou tenha ouvido falar do Volkswagen Passat, carro lançado pela montadora alemã que, na última semana, completou 40 anos de existência no mercado europeu e que tem forte ligação com a cultura automobilística nacional.

Com uma história que remonta ao fim dos anos 1960, quando a Audi, já incorporada a Volkswagen, produzia um veículo denominado Audi 80. Sedan, o carro da Audi parecia obsoleto e era preciso dar uma guinada para continuar em alta no mercado. E, assim, foi passada a missão de encontrar um novo modelo para Giorgetto Giugiaro, um dos mais renomados designers de automóveis do mundo. E ele conseguiu. Modificando basicamente a carroceria do antigo Audi 80, Giugiaro criou o Passat, em 1973, sem ao menos imaginar o sucesso que o modelo faria nas décadas que estavam por vir.

Provando a boa escolha, a Volkswagen trouxe o Passat para o Brasil um ano depois de seu lançamento na Alemanha, em 1974, nas versões L (luxo) e LS (luxo super), sendo um dos primeiros carros refrigerados a água, com tração dianteira e estrutura monobloco. Fora as outras novidades para a época, como o circuito de freios que atuava em sistema duplo diagonal – item de segurança para deixar o carro funcionando em caso de perda de um dos freios – e com um motor 1.5 de 65 cv de potência.

Daí por diante, ao passo que as evoluções no Passat iam acontecendo na Europa, também aconteciam no Brasil. Ainda em 1974, a versão 4 portas fora lançada. Dois anos depois, num plano arrojado, a montadora alemã trouxe ao país a versão TS (touring sport), um modelo esportivo com motor 1.6 de 80 cv, recheado de detalhes esportivos por fora e por dentro. Em 1978, outras duas versões desembarcaram por aqui: a LSE (luxo super-executivo) e a Surf. A primeira delas foi por muito tempo o carro mais luxuoso da montadora no Brasil, dotado de um motor 1.6. A segunda, esportiva, era um veículo com um preço menor, algo que se tornara mais acessível aos consumidores da época.

20 milhões de unidades do Passat é o que se estima que tenham sido vendidas em todo o mundo as diferentes versões do carro, segundo a montadora alemã

Quase sempre com seus tradicionais faróis redondos, algo que virou tendência, o Passat também evoluía em mecânica. Em 1979, por exemplo, ganhou sua primeira versão a álcool, passando a ser o segundo carro movido por este combustível do Brasil. Nos anos 1980, várias reestilizações foram feitas, desde alterações visuais, até de motor, ganhando versões 1.8, caso este do Passat GTS Pointer. Em 1985, a Volkswagen tratou de inovar no painel e também nos estofados, que passaram a ser vermelhos na maioria das unidades fabricadas, e inseriu o ar-condicionado.

Sete gerações do Passat na Alemanha | Divulgação Sete gerações do Passat na Alemanha | Divulgação

Contudo, mesmo com as vendas a todo vapor (estima-se que durante esses 40 anos de existência, o Passat tenha superado a marca de 20 milhões de unidades vendidas em todo o mundo), o Passat foi perdendo espaço. E a “culpada” por isso foi justamente sua criadora, a Volkswagen, que passou a investir em outros veículos e deixou o Passat de lado. Assim, em 1988, o carro deixou de ser fabricado no Brasil, sendo substituído pelo Santana – nome usado pela montadora para o Passat na Europa com as mesmas características – e a Quantum, ambos com muitas mudanças em relação ao que era no Brasil. Contudo, no exterior, o carro seguiu e segue sendo produzido até os dias atuais.

Dessa forma, no início dos anos 1990, os fãs do Passat que continuavam almejando trocar suas versões por outras mais atuais precisaram recorrer aos carros importados – com valores muito mais elevados. Aliás, isso acontece até hoje. No exterior, o carro segue sendo fabricado, tendo diversas versões e que são vendidas por aqui por meio de importação, estando em sua sétima geração. Os preços, porém, não são nada convidativos, chegando até a R$ 205 mil, segundo a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas).


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