Escola também é lugar para encontrar e desenvolver novos talentos

Por Carolina Santos

 

Captura de Tela 2013-07-30 às 21.59.55Não são apenas modelos e jogadores de futebol que estão na mira dos olheiros. Os estudantes com altas habilidades e superdotados também fazem parte desta lista. Por isso, alguns institutos e associações, privadas e governamentais, dedicam-se a incentivar crianças e adolescentes que tenham algum talento especial.

“Nosso trabalho é encontrar esses alunos e dar uma bolsa de estudos para eles estudarem em uma escola particular e, depois, irem para a universidade”, explica Maria Amélia Sallun, diretora-executiva do Ismart (Instituto Social Para Motivar, Apoiar e Reconhecer Talentos), que está com inscrições abertas para novos alunos até dia 9 de agosto. [Saiba mais em http://ismart.net.br].

Para encontrar esses alunos, no entanto, essas instituições precisam do apoio dos professores, que têm o papel fundamental de identificar esses talentos e sugerir que eles procurem novos desafios.

Segundo os últimos dados do Censo Educacional (2011), divulgados pelo MEC (Ministério da Educação), foram registrados 10,7 mil jovens  com altas habilidades, mas o potencial dos brasileiros poderia chegar a 5% da população – calculam especialistas.

Um dos principais impasses é a falta de informação sobre o assunto. Muitos alunos não têm suas habilidades desenvolvidas porque os professores não conseguem reconhecer essas características em crianças e jovens, ou porque a família vive em situação de carência.

Por outro lado, o preconceito com o jovem que é diferente dos demais faz com que muitos não consigam explorar suas habilidades.

“Dentro da sala de aula regulares os alunos com altas habilidades e superdotados podem se sentir deslocados ou vítimas de bulling, mas no momento em que estão fazendo as coisas juntos de quem pensa como eles, se sentem incluídos”, reflete Suzana Pérez, doutora em superdotação e presidente do ConBraSD (Conselho Brasileiro de Superdotação) de Curitiba.

Era o caso de Matheus Evangelista de Souza, de 16 anos, morador de Guaianazes, em São Paulo, e que hoje cursa o 3º ano do ensino médio no Colégio Objetivo.

Vindo de uma escola estadual da região, Matheus ingressou no Objetivo por meio do Projeto Bolsa Talento do Ismart. “Na escola me sentia sem apoio, mas agora quero fazer engenharia no Brasil para ajudar a desenvolver o país”, diz o garoto.

O mesmo ocorreu com Thais Mayumi Nagura, que está no 9º ano do ensino fundamental e faz cursinho preparatório para ingressar em um colégio particular da capital paulista.

No âmbito público, os governos estaduais dispõem dos NAAHs (Núcleos de Atividades de Alta Habilidades) para que os alunos superdotados não tenham que sair das escolas públicas para desenvolverem seu potencial. Do mesmo modo, o PINA (Projeto de Incentivo a Aprendizagem) e a APAHSD (Associação Paulista para Altas Habilidades/Superdotação) desenvolvem trabalhos semelhantes.

 

Ações governamentais

Em recente reunião com o ConBraSD, a secretária da Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão do MEC Macaé dos Santos prometeu definir parâmetros para definir alta habilidade e superdotação e promover uma avaliação dos NAAHs, que têm disparidade de funcionamento entre os Estados.

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