Erudito Pop: Música clássica cai no gosto dos paulistanos

Por Carolina Santos
Vista geral Sala São Paulo | Divulgação Vista geral Sala São Paulo | Divulgação

A temporada de concertos e óperas para o segundo semestre está só começando em São Paulo. Então, fique ligado, pois a partir deste fim de semana, as principais companhias e institutos já promovem seus espetáculos inaugurais. E, para os “ouvintes de primeira viagem” a dica é se antecipar, pois apresentações como as que estão pela frente costumam ter os ingressos esgotados rapidamente. Quem quiser ver a Osesp sob o comando do aclamado regente e compositor espanhol Rafael Fruhbeck de Burghos na próxima semana, por exemplo, já deve garantir as entradas, pois sobretudo os ensaios abertos – que podem ser assistidos a preço acessíveis (R$ 10) –, e as apresentações gratuitas da Sala São Paulo têm tido muita procura. É como bem grifa o diretor artístico Arthur Netrovski: “Quando a Osesp toca ao ar livre, tem plateias de show de rock: 10, 12 mil pessoas”.

Burghos abre os trabalhos entre os dias 1 e 4, e conduzirá obras de Haydn, Debussy e Manuel De Falla. O concerto abre com duas sinfonias de Haydn, escritas com 35 anos de diferença. Em seguida a Osesp toca “La Mer”, obra-prima de Debussy inspirada na profunda ligação do autor com o mar, e finaliza com “Suíte nº 2”, do balé “El Sombrero de Tres Picos”, de De Falla. Duas datas terão sessões populares: na manhã de estreia, o público poderá acompanhar o Ensaio Aberto, com ingressos a R$ 10; no domingo, dia 4, às 11h, a entrada é gratuita para assistir versão compacta, sem a peça de Debussy.

Outros compassos

O panorama é para lá de animador, a julgar pela investida de uma das mais importantes associações do gênero, o Mozarteum Brasileiro, que traz no início de agosto a Filarmônica de Câmara Alemã de Bremen. Sob o comando do regente e diretor musical Paavo Jarvi, que executará, em quatro apresentações no Theatro Municipal, o ciclo das nove sinfonias de Beethoven. Em setembro, o Mozarteum importa outra orquestra alemã, a Sinfônica NDR, de Hamburgo. O grupo fará uma matinê para crianças e uma apresentação na área externa do Auditório Ibirapuera, ambas gratuitas, além de dois espetáculos na Sala São Paulo. A agenda da associação se encerra em novembro, com a Orquestra Sinfônica de Bucareste, da Romênia.

Vinculados ao Instituto Baccarelli, o Sexteto de Cordas e a Orquestra Sinfônica de Heliópolis também confirmaram seus números para a temporada. Amanhã, o Sexteto toca repertório de Heitor Villa-Lobos e Erich Wolfgang Korngold, gratuitamente, no Centro Cultural São Paulo; em setembro, é a vez da Sinfônica dar vida às sinfonias de Tchaikovsky na Sala São Paulo.

No Theatro Municipal e na Praça das Artes anexa, a programação é vasta, com destaque para os números da Orquestra Experimental de Repertório, que se apresenta hoje e amanhã. Já a Orquestra Sinfônica Municipal, acompanhada do Coral Lírico e do Balé da Cidade, interpreta, sob regência de John Neschling, a ópera “Aida”, de Giuseppe Verdi, enquanto, no espaço anexo ao Theatro, o Quarteto de Cordas da Cidade toca Beethoven, na noite do dia 15 de agosto. No quadro ao lado, o Metro traz para você todos detalhes deste início de temporada.

 

 

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