A diferença entre felicidade e sofrimento

Estudos do Dr. David Hawkins mostram a disputa entre poder e força, dois tipos de energias do universo e quais as consequência de agir com base nelas

Por Vitor Esprega

A vida humana pode parecer bastante complexa, não é mesmo? Todos os dias temos desafios para superar, pessoas diferentes para conviver, dúvidas de qual caminho seguir, objetivos a alcançar e, às vezes, temos de lidar com a diferença entre felicidade e sofrimento que nos consome.

Em meio a tudo isso, nos questionamos sem parar. Por que as coisas são como são? Por que as pessoas agem do jeito que agem? Por que temos dificuldades em certas áreas da vida e facilidade em outras? Por que fazemos certas escolhas? E assim por diante.

Dr. David Hawkins foi um psiquiatra, cientista e professor espiritual que dedicou sua vida a aliviar o sofrimento humano e ajudar as pessoas a serem mais felizes.

As respostas que ele encontrou foram apresentadas no livro e no conceito de “Poder versus Força”, que em parte você conhecerá a partir de agora.

Poder x Força

Segundo Hawkins, existem dois tipos de energia oculta que determinam o comportamento humano nas mais diversas áreas da vida: a energia de Poder e a energia de Força.

A energia de Poder diz respeito a todos os campos atratores (campos energéticos) que fluem com a vida. Todas as intenções e ações que partem de Poder estão alinhadas com as leis universais e, por isso, facilitam a nossa vida. Trazem prosperidade, alegria e felicidade.

Toda vez que fazemos algo com uma intenção de Amor, Coragem, Aceitação, Perdão, Disposição ou Gratidão, por exemplo, estamos apoiando a vida e nos alinhando com a energia de Poder.

Por outro lado, toda vez que fazemos algo com a intenção de divisão, separação, desintegração, estamos nos alinhando com a energia de Força. Aqui estão os campos de Raiva, Vaidade, Arrogância, Orgulho, Ganância, Medo, entre outros.

Os resultados das ações com base em Força são desastrosos, trazendo sofrimento às nossas vidas. Isso acontece porque a energia de Força vai contra as leis universais e Divinas. Ela tenta justamente “forçar” algo que não é natural e, com isso, colhe frutos amargos.

Enquanto o Poder une, a Força divide. Poder constrói, Força destrói. Poder flui, Força trava. Poder ama, Força odeia. Poder é coragem, Força é medo.

Verdade x Falsidade

Outra maneira de compreender a diferença de Poder x Força é olhar para a distinção entre verdade e falsidade.

Tudo aquilo que é verdadeiro está conectado ao Poder. Isso inclui não somente a verdade dos fatos, mas também a verdade do coração. Tudo aquilo que nos traz alívio é verdadeiro, pois está baseado em princípios operantes do Universo.

Já aquilo que nos faz sofrer sempre estará baseado em falsidade. O sofrimento nada mais é do que uma ferramenta, um indicador. Se sofremos é porque estamos colocando nossa fé em algo falso, seja uma crença limitante, um acontecimento, uma conquista específica, uma pessoa, etc.

A Verdade é eterna e imutável, enquanto a falsidade é passageira e efêmera.

Níveis de Consciência

Dr. David Hawkins descobriu também que as energias de Poder e Força se desdobram em diversos níveis de consciência que estão distribuídos em uma escala de 1 a 1.000.

Na escala de consciência, tudo o que está abaixo de 200 é relativo à força (falsidade e sofrimento) e tudo que está acima de 200 é de Poder (Verdade e felicidade).

Estudar e compreender esses níveis é de grande ajuda, pois passamos a observar e discernir verdade de falsidade no dia a dia.

Quanto mais nos familiarizamos com os campos de consciência existentes, mais liberdade ganhamos para escolher intenções de acordo com as energias que queremos alimentar.

Conheça , a seguir, os níveis de consciência mais a fundo:

Níveis de Consciência de Força

Vergonha (escala 1-29)

Muito além da simples timidez, neste nível de consciência a pessoa tem vergonha de ser quem é. Gostaria de sumir, ser invisível ou nunca sequer ter existido.

A morte por negligência, descuido, indiferença ou acidente é comum neste nível, conhecido também como suicídio passivo.

Culpa e Ódio Vingativo (30-49)

O nível de consciência de culpa pode ser visto a todo momento em nossa sociedade.

Seja na mídia ou em conversas do dia a dia, há uma busca constante pelos culpados por trás dos acontecimentos e situações.

A culpa é comumente usada para manipular e punir, se manifestando em variadas expressões, como remorso, autorrecriminação, masoquismo e toda gama de sintomas de vitimização.

A culpa inconsciente resulta em psicossomatização e comportamentos suicidas.

Apatia (50-74)

Este nível é caracterizado por pobreza, desespero e desesperança.

O mundo e o futuro parecem sombrios. É um estado de desamparo.

Pessoas que vivem em apatia são carentes em todos os sentidos, não só de recursos, mas também energia para aproveitarem dos recursos que estão disponíveis. O olhar se torna fixo e não responde ou demora para responder a estímulos.

É o nível do abandono da esperança, em que poucos têm coragem de olhar o próprio rosto no espelho.

Tristeza (75-99)

É o nível da tristeza atrelada à perda e ao desânimo.

A maioria dos seres humanos passa por este nível por alguns períodos, de tempo em tempo, mas quem permanece nele vive uma vida de arrependimentos constantes e depressão.

Este também é o nível de luto crônico, vivido por inúmeras pessoas que perderam entes queridos.

Medo (100-124)

No nível de medo, apesar da presença da energia de Força, a quantidade de energia disponível aumenta bastante.

O medo do perigo é saudável somente até certo ponto. De toda forma, aqui o mundo parece perigoso, cheio de armadilhas e ameaças.

O medo da perda de um relacionamento leva ao ciúme, por exemplo.

O medo limita o crescimento da personalidade e leva à inibição, precisando de ajuda externa para ser superado.

Desejo (125-149)

Há ainda mais energia disponível neste nível. O desejo motiva vastas áreas das atividades humanas, inclusive da economia.

Por desejo, gastamos grande esforço para atingir metas ou obter recompensas.

Esta energia, muitas vezes, causa dependência no que deseja e se torna mais importante do que a própria vida.

Muitas pessoas neste nível tornam-se viciadas nos mais diversos tipos de substâncias e experiências.

Raiva (150-174)

Embora possa levar a homicídio e guerra, a raiva está muito mais distante da morte do que os níveis anteriores. A raiva pode levar a uma ação construtiva ou destrutiva.

Pode ser um ponto de apoio pelo qual os oprimidos são eventualmente catapultados para a liberdade.

A raiva sobre injustiça social, vitimização e desigualdade tem criado grandes movimentos que levam a mudanças importantes na estrutura da sociedade.

No entanto, na maioria das vezes, ela se manifesta como ressentimento e vingança, o que a torna perigosa.

Orgulho (175-199)

É o grau da ambição da maior parte da espécie humana.

As pessoas se sentem positivas à medida que atingem este nível em contraste com os campos de energia mais baixos, o que pode se tornar um bálsamo para toda a dor experienciada anteriormente.

O orgulho parece ser bom e sabe disso. Geralmente, tem boa reputação e é socialmente incentivado, mas só se sente bem em contraste com os níveis mais baixos.

O problema é que “a soberba precede a ruína”. O orgulho é defensivo e vulnerável, pois depende de condições externas e pode se reverter a um nível inferior.

O ego inflado é vulnerável a ataques, pois pode ser revertido à vergonha, que é a ameaça que dispara o medo da perda do orgulho.

Níveis de Consciência de Poder

Coragem

Aqui, o Poder aparece realmente em primeiro lugar. Este é o nível crítico que distingue as influências positivas das negativas da vida.

No nível de coragem, a vida é vista como excitante, desafiadora e estimulante. Implica na vontade de experimentar coisas novas e lidar com as oportunidades da vida.

Surge uma grande energia para aprender novas habilidades de trabalho. Crescimento e educação tornam-se objetivos atingíveis.

Existe a capacidade para enfrentar os medos ou defeitos de caráter e crescer apesar deles.

Neutralidade

É considerado o primeiro nível estável de consciência positiva. Abaixo de 250, a consciência tende a ver dicotomias e assumir posições rígidas que geram polarização e consequentemente oposição ou divisão.

A Neutralidade permite flexibilidade, diminuição de julgamentos e avaliação realista dos problemas.

Disposição

É a porta de entrada para os níveis mais altos. Neste nível, o trabalho é bem feito e o sucesso em todos os empreendimentos é comum.

Há uma grande abertura de mente. A pessoa fica genuinamente simpática e social e sucesso econômico parece ser uma consequência natural.

A autoestima é naturalmente alta.

Aceitação

Neste nível, uma grande transformação acontece a partir do entendimento de que a felicidade vem de dentro.

Aceitação não deve ser confundida com passividade, que é um sintoma da apatia.

Este é o nível do perdão e do comprometimento em buscar a realização dentro de si mesmo.

Metas de longo prazo passam a ter prioridade sobre as de curto prazo, autodisciplina e autodomínio são proeminentes.

Razão

Inteligência e racionalidade vêm à tona quando a emocionalidade dos níveis anteriores é transcendida.

A razão é capaz de lidar com grandes quantidades de dados complexos, tomando decisões rápidas e corretas.

É o nível da ciência, medicina, grandes estadistas e juízes da Suprema Corte.

Neste nível, é fácil perder de vista a floresta para as árvores, tornar-se apaixonado por conceitos e teorias, terminando em intelectualismo e perdendo o ponto essencial.

Intelectualizar pode tornar-se um fim em si.

Amor

O nível 500 é caracterizado pelo desenvolvimento de um amor que é incondicional, imutável e permanente (bem diferente do amor que é retratado na mídia).

O verdadeiro amor não flutua, porque a sua fonte é interna e não depende de condições externas.

Amar é um estado de ser. É uma maneira de se relacionar com o mundo transmitindo perdão, carinho e suporte.

O amor não é intelectual e não procede da mente, mas do coração.

A capacidade de discernir forma de essência torna-se predominante. Este é o nível da verdadeira felicidade.

Amor Incondicional

Quando o Amor se torna mais e mais incondicional, ele começa a ser vivido como uma alegria interior.

Não a felicidade súbita de uma curva agradável de eventos, mas como acompanhamento constante para todas as atividades.

Alegria surge de cada momento da existência, e não de qualquer fonte externa.

Este é também o nível de cura dos grupos de autoajuda baseados em espiritualidade. Nível dos santos, curandeiros espirituais, estudantes e professores espirituais avançados.

Paz

É um nível de autorrealização e comunhão com a consciência Divina. É extremamente raro.

A distinção entre sujeito e objeto desaparece, e não existe um ponto focal específico de percepção.

Não raro, os indivíduos deste nível retiram-se do mundo, pois o estado de bem-aventurança que segue se opõe à atividade ordinária.

Alguns tornam-se mestres espirituais, outros trabalham anonimamente para o aperfeiçoamento da humanidade.

Autorrealização

Este é o nível dos Grandes Mestres da história, que originaram os padrões espirituais que multidões seguiram ao longo dos tempos. Todos estão associados com a Divindade.

Seus campos atratores de energia influenciam toda a humanidade através dos tempos.

A estes níveis não há mais a experiência de um eu pessoal individual, separado dos outros. Em vez disso, há uma identificação de si mesmo com a Consciência e a Divindade.

Vazio

A energia do Ser deste nível irradia para todos que estão espiritualmente alinhados e sua frequência é tão poderosa que pode acompanhar aquelas pessoas por até 25 encarnações, em que se encontra na espera para ser reclamado.

Totalidade

Nos níveis anteriores de consciência, tudo foi entregue a Deus: interpretações de valor e significado; identidade com emocionalidade ou linearidade mental da forma; e, com isso, retirados de interesse no que é transitório, incluindo corpo físico e fenômenos.

Não há mais a limitação de causa, efeito e mudança. A ilusão de tempo também se dissolve, assim como até mesmo a ilusão de testemunha, observador e observado é rendido.

Não há mais avidez e nem aversão. Tudo foi entregue a Deus e o último remanescente do “eu” permanece como fonte aparente da vida e existência. Então, isto também deve ser rendido a Deus.

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Vitor Esprega

Mentor de Alta Performance. Pós-graduado em Psicologia Positiva e Coaching, é escritor há 10 anos e tem 3 livros lançados, além de mais de 350 artigos publicados

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