Útero sagrado: conectar-se com sua ancestralidade leva a cura e evolução

Como todos os saberes ancestrais, as dores também estão instaladas em nosso ventre, podendo causar enfermidades

Por Gi Crizel

Sua menstruação atrasou e você não sabe por quê? Sente muitas cólicas? Tem nojo do seu sangue? O momento da menstruação é um grande desafio para você? Já pensou que seria melhor se tivesse nascido homem?

Se responder positivamente à estas questões, você precisa descobrir a relação do útero sagrado com o poder da mulher.

NOSSA RELAÇÃO COM A MENSTRUAÇÃO

Lembro-me como se fosse ontem que, quando chegou minha menarca (primeira menstruação), minha mãe já havia me explicado brevemente sobre o assunto. Mas confesso que foi um susto ver que eu estava sangrando.

Um absorvente descartável me foi entregue com a seguinte frase: “Tá tudo bem, é só um sanguinho e passa rápido”.

Em todos os ciclos, essa frase voltava a reverberar na minha mente, principalmente a parte do: “passa rápido”.

E foi em uma fria relação com a minha lua (menstruação), durante alguns anos, que a Deusa me colocou no caminho do Despertar Feminino. É isso que vim compartilhar hoje com vocês.

Sempre fui uma menina/mulher muito questionadora, e confesso que me causava grande estranheza quando ingressei no processo de autoconhecimento e via mulheres adorando seus úteros e enaltecendo seu sangue, sem motivo aparente.

Acolhi a missão de partilhar desses saberes, mas sempre trazendo a explicação do motivo de fazermos todas essas coisas. Espero que eu possa ser clara e que esses saberes toquem seus corações (sim, temos 2) como tocou os meus.

Conexão com o Útero

No texto sobre plantar a lua, falei um pouco sobre como o patriarcado afastou a mulher da sua sacralidade interior e, com isso, perdemos a conexão com nosso segundo coração (o útero). Vamos entender melhor isso a seguir.

A mulher tem dois centros de poder:

Chakra cardíaco (5º chakra): é o centro do amor, o lugar de acesso ao arquétipo da mãe, nutridora, acolhedora e provedora.
Chakra umbilical (2º chakra): é o nosso útero sagrado, o lugar onde armazenamos as memórias dessa e de outras vidas, de nossa ancestralidade, saberes, vitalidade e sexualidade.

A entrada do sistema patriarcal faz um bruto corte na conexão sagrada da mulher com o seu útero.

Fomos obrigadas a ficar isoladas em momentos de lunação (menstruação) em tendas, onde somente outras mulheres podiam entrar. Isso porque os homens poderiam ser “contaminados”, causando sua morte.

Também proibiam as mulheres de entrar em contato com qualquer objeto por temer essa tal “contaminação”.

Devido a esse afastamento com a sacralidade, as pessoas passaram a ter nojo de sangue, vê-lo como algo sujo, e o útero virou apenas um órgão.

Por causa desse afastamento, as mulheres começaram a desenvolver doenças físicas e emocionais, tais como: SOP (síndrome do ovário policístico), miomas, cólicas, endometriose, amenorreia (ausência de menstruação), depressão, ansiedade, síndrome do pânico, entre outras.

Nossa útera é muito mais que um órgão, ela é:

  • O cálice sagrado portador de todos os mistérios ancestrais.
  • O caldeirão que guarda todas memórias, nossos traumas, abusos, saberes, nosso poder pessoal e de nossas ancestrais.
  • O contato com nossa energia criadora e sexual sagrada.
    nosso portal de conexão com a Grande Mãe e com o nosso Sagrado Feminino,
  • O presente da Deusa para que, durante todo o processo de evolução humana, nós tivéssemos algo para nos manter conectadas à ela e para não perdermos a conexão também umas com as outras.

Somos abençoadas, presenteadas com a oportunidade de ter em nosso ventre um sagrado portal mágico.

Todas as vivências que você, sua mãe, sua avó, sua bisavó e todas as mulheres que vieram antes de você já tiveram na vida estão armazenadas aí dentro. Então, temos dois pontos importantes nessa informação:

Saberes ancestrais

Todos os saberes ancestrais então em nosso ventre: a amorosidade, a paciência, a resiliência, a magia, a sabedoria e até mesmo práticas de nossas ancestrais, que em determinada conexão com nossa útera conseguimos acessar.

Por isso, toda jornada delas não foi em vão, temos o poder de resgatar e utilizar com o propósito da nossa cura e evolução.

Memórias uterinas

Assim como todas as coisas boas, as dores também estão instaladas em nosso ventre, podendo causar enfermidades físicas ao nosso amado corpo.

Se vermos as dores como nossa amiga (amiga é aquela que avisa, não é?), podemos perceber que elas só aparecem quando estamos desconectadas. O aviso é de que há algo em desarmonia que precisa ser trabalhado.

As memórias de abusos, sofrimento, tristeza, rejeição entre outros, podem reverberar no nosso ventre (sejam das nossas próprias vivências ou de nossas ancestrais).

É um ato revolucionário quando decidimos trabalhar nossa útera, buscando a cura e a libertação por nós e por todas que vieram antes de nós!

Conecte-se com a sua ancestralidade

A conexão com nossa ancestralidade nos faz ter mais consciência física, emocional e espiritual.

Busque saber mais sobre a história de suas ancestrais: como foi a menarca, como elas veem o próprio ciclo, como foi passar pelo processo da plenopausa (menopausa), o que fizeram de suas vidas, qual vertente espiritual seguiam…

Ouvir sobre elas é ouvir sobre você mesma. 

Da mesma forma, ouvir nosso próprio corpo é o primeiro passo para começar a compreender o que estamos vivendo e nos libertar de qualquer memória ou bloqueio que possamos ter.

Não é normal que tenhamos cólicas durante o ciclo (embora a medicina convencional afirme que sim).

Podemos vivenciar nossa lunação de forma amorosa e harmônica quando compreendemos o que aquela dor quer comunicar pra gente.

A prática ancestral de vaporização de útero é uma forma excelente de cura e libertação das memórias e dores.

A sabedoria das ervas pode acessar nossas dores físicas e curá-las, além de alcançar também nosso campo espiritual, trazendo compreensões e conexões.

A dança, os círculos de mulheres, plantar a lua, meditações, o tambor e o rezo também são algumas formas de acessarmos a sabedoria e a cura de nossa útera sagrada.

Falar sobre Sagrado Feminino, sobre nosso sagrado útero e sobre ancestralidade é um grande desafio quando não estamos sentadas em roda e tecendo por horas a fio.

No entanto, espero que este texto possa ajudar muitas mulheres a se reencontrarem e a despertarem a Deusa Interior.

Caso queira que eu fale mais sobre esses assuntos, entre em contato comigo e partilhe suas dúvidas, que em breve estarei de volta com mais saberes.

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Gi Crizel

Gi Crizel é uma sagitariana buscadora desde muito nova. Transitando por alguns caminhos, acabou se descobrindo através dos mistérios do Tarot, dos Círculos Sagrados e dos Saberes e Medicinas Ancestrais.

Estudiosa dos mistérios ocultos, simbologia, arquétipos, astrologia, magia natural, práticas ancestrais, medicinas da floresta, apesar de se aprofundar muito nos conceitos da teosofia e ocultismo, acredita que os maiores saberes encontram-se na natureza.

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