Compulsão alimentar: o que você come?

Forma como você se alimenta pode estar relacionada a um tipo de transtorno

Por Bruna Rafaele

Cada compulsão alimentar é alvo de diversos tipos de tratamentos que podem ser muito benéficos. Mas em Psicanálise costumo dizer que não atacamos a ponta do iceberg, não trabalhamos no ataque ao sintoma do transtorno alimentar, até porque isso pode aumentar ainda mais o sofrimento da pessoa e deslizar esse sofrimento para outro tipo de dor.

Atualmente, com aplicativos que, num clique, conseguimos receber, a comida, que aparece em fotos super bem produzidas, ficamos diante de uma facilidade que só tem piorado a relação de algumas pessoas e a comida. Os “fast foods” também trazem um grande apelo a quem anda ansioso:, não é preciso perder tempo preparando os alimentos.

Comer mais do que é preciso, a todo tempo, comer até passar mal, comer especialmente o que engorda, como frituras, massas, açúcar e refrigerante, sentir-se triste depois de comer são alguns dos sintomas da compulsão alimentar, mas o principal deles é o comer quando se sente ansiedade, tristeza ou alegria.

Saciar dores emocionais

Tem gente que come algum tipo de alimento quando está comemorando um momento bom. Outros sentem necessidade de comer algo quando estão ansiosos e sentem até desejo!

Tem também aquelas pessoas que, quando tristes, buscam por algo que sacie suas dores emocionais. Todas elas podem estar associando o alimento a uma tentativa de preencher um vazio em si, de forma inconsciente ou não.

Crianças muito ansiosas e que não recebem atenção dos pais geralmente comem além da conta por terem descoberto que, ao comer, alguém lhes dá atenção. Assim como muitas crianças usam uma outra maneira de chamar a atenção dos pais: deixam de comer.

A compulsão alimentar pode começar na infância e se estender ao longo da vida. Há também casos de pessoas que foram crianças com pouco apetite e desenvolveram compulsão na adolescência ou vida adulta.

Como se libertar da compulsão alimentar

O mais importante é entender que a busca por uma dieta equilibrada não acaba com a compulsão alimentar.

A restrição alimentar pode até gerar compulsão alimentar ainda maior do que a anterior. É preciso entrar em análise para descobrir o que causa essa vontade além da necessidade de comer para viver.

Lidando com suas questões emocionais

Ao descobrir suas próprias questões emocionais como lacunas, uma ferida emocional no passado ou até a associação entre comida e autoestima, o paciente pode encontrar maneiras de se libertar da compulsão alimentar.

Uma vez que a pessoa se permite fazer um bom trabalho de análise, ela não sente necessidade de sair de uma compulsão alimentar e buscar outro tipo de compulsão para saciar suas angústias. Por isso é tão importante se entender e descobrir caminhos possíveis de viver bem dentro de seu próprio corpo.

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Bruna Rafaele

Psicanalista, especialista em Saúde Mental. Faz atendimento online e presencial, no Rio de Janeiro.

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