Rituais das mulheres e as práticas ancestrais da sua família

Simpatias, benzimento e chás são algumas das sabedorias antigas que podem ser retomadas e repassadas de avó para netas, mãe para filha e entre amigas

Por Gi Crizel

Olá seres sagrados, como estão? Acredito que todo mundo já tenha feito ou ouvido falar de práticas ancestrais. Alguma “mandinga” de vó, jogar ovo para Santa Clara quando deseja sol, tomar chá de canela para a menstruação descer, benzimento para afastar olho gordo, cura pelas ervas, as rezas, o canto e até mesmo as velhas simpatias como passar mel no mamilo para atrair o crush!

Das mais ousadas às mais tradicionais, as práticas ancestrais reverberam ainda nos dias de hoje. Porém, com a chegada do sistema patriarcal, muito disso foi se perdendo.

Antigamente, as mulheres tinham conexão e tradição muito mais forte do que vemos hoje em dia, as práticas, magias e saberes eram passados de mãe para filha em uma poderosa corrente para se manter viva a sabedoria que eu gosto de chamar de “sabedoria das avós”.

Não só a mulher, mas o ser humano tinha proximidade muito maior com a natureza, sabendo que toda a cura para suas enfermidades estava (e está) sempre ali a disposição.

Era de comum costume as mulheres se reunirem em tendas – ou ainda a prática mais moderna de se reunirem na calçada – para contar causos e compartilhar da sua sabedoria de vida.

Práticas ancestrais x sistema linear

Com a chegada do sistema patriarcal, onde substituímos o sistema circular matrifocal pelo sistema linear, a mulher perdeu a permissão de manter a conexão com esses saberes. Isso porque o sistema atual alegava que a ciência traria respostas mais concretas do que os saberes populares.

Os jovens passaram a perder o interesse em aprender com os mais velhos. Com isso, foram perdendo a preciosa sabedoria dos anciões e se desconectam da natureza externa e interna, da sua cura, do seus corpos e da consciência em relação ao seu próprio ser.

Muitas dessas práticas ancestrais nos conduzem a uma conexão maior com nosso interior. Algumas delas são extremamente fáceis e acessíveis.

O que muito ouço das mulheres que converso sobre esse tema é sobre a falta de tempo, de conhecimento ou até mesmo preguiça de buscar conhecer as práticas ancestrais.

Com certeza a ciência facilitou nossa vida em muitos aspectos, mas eu, particularmente, não acredito nos extremos. Eu acredito no equilíbrio das coisas, além do nosso livre arbítrio de escolha.

Práticas ancestrais não anulam a ciência

Em vez de tomar um remédio industrializado para uma pequena dor de cabeça, cheirar uma ou duas gotinhas de óleo essencial de hortelã pode curar a dor, além de proporcionar prazer e bem estar já que se trata da alma e sabedoria de uma planta em estado líquido.

Como já disse, existem muitas substituições fáceis que podemos fazer para conseguirmos resgatar as práticas ancestrais, melhorando nossa qualidade de vida e conexão com nossa Deusa interior. Mesmo assim, quando necessário, podemos fazer uso dos avanços que a ciência fez. Uma coisa não anula a outra!

Hoje com o movimento do Sagrado Feminino retomando sua força, as práticas ancestrais têm se manifestado, a reconexão com nossa ancestralidade tem nos levado a relembrar dos velhos saberes.

Hoje, eu promovo um trabalho que faz esse resgate e reconexão das práticas ancestrais por meio dos círculos de mulheres – que também é uma prática ancestral – dos quais sou guardiã.

Mas eu sou só uma ponte para que as mulheres possam relembrar e buscarem por si mesmas as práticas ancestrais sagradas que estão à espera de serem encontradas na história da sua família, na sua linhagem feminina e dentro de sI.

As práticas ancestrais promovem mudanças profundas e transformadoras na vida de uma mulher.

As práticas ancestrais promovem mudanças profundas e transformadoras na vida de uma mulher, pois elas levam de volta a um tempo que a sabedoria das anciãs auxiliava o crescimento das jovens donzelas.

A importância hoje da mulher resgatar essa sabedorias para seu dia a dia é para trazer
mais bem estar para sua vida, sua saúde, sua vitalidade, seu prazer. É também para o reconhecimento do seu corpo, das suas emoções e, principalmente, a sua cura ancestral e libertação de suas descendentes.

Conheça algumas práticas ancestrais

Cantos de rezo: são cantos que são rezados para emantar energias de cura. São cantados para a Deusa, o Deus, a natureza ou até mesmo para as ancestrais. A música é a única ferramenta que não encontra barreiras para penetrar no nosso coração e na nossa alma.

Arte: a escrita e a pintura são as que tenho mais me conectado neste momento. Essa era a forma que nossas ancestrais encontravam para canalizar sua energia criativa e, por muitas vezes, liberar suas tristezas e medos, transformando em algo belo.

Plantas: a magia das plantas! Compreender a sabedoria que cada tipo de planta tem e como elas podem auxiliar nossa cura a nível físico, emocional e espiritual, é fantástico! Ter plantas em casa, promove uma transformação energética absurda, fora
que a companhia delas é insubstituível!

Ervas: o contato com as ervas para chás, banhos energéticos, defumações, os antigos
banhos de assento e até mesmo a vaporização de útero é cura para o corpo e para a alma. Através delas podemos limpar, harmonizar e emantar energias no nosso ambiente e no nosso corpo.

Rituais: sejam eles grandes ou pequenos, para limpeza ou para despertar a intuição,
os rituais nos conduzem a uma proximidade maior com o divino, além de entrarmos em contato com os elementais, o que desencadeia vários grandes feitos em nossas vidas.

Rituais das mulheres da sua família

Existem muitas outras práticas que não citei aqui, mas deixo como oportunidade de vocês perguntarem às mulheres de sua família o que elas conhecem, fazem ou faziam de práticas que foram passadas a elas.

Essa imersão em busca da nossa ancestralidade é um processo poderoso, curativo e pode ser muito divertido! Conhecer mais sobre as mulheres que vieram antes, é conhecer a si mesma, reconhecer suas raízes, é promover não só a sua cura, mas a cura de todas as mulheres que não foram ouvidas enquanto vivas, mas que perpetuam para sempre dentro de nós.

Você conhece alguma prática ancestral? Me conta!

Vamos propagar ainda mais essas práticas que podem transformar a vida de muitas mulheres! Você pode me enviar uma mensagem pelo instagram @gicrizel e vamos continuar essa partilhando esses saberes para que possa alcançar o maior número de mulheres.

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Gi Crizel

Terapeuta holística, guardiã de círculos de Sagrado Feminino. O foco de seu trabalho é reconectar a mulher contemporânea a práticas ancestrais. Também tem amplo conhecimento sobre Deusas. Faz atendimentos online e presenciais, no Rio de Janeiro.

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