Quem são suas mulheres heroínas?

As imagens e os personagens heroicos constroem muito dos nossos sonhos

Por Ana Paula Malagueta

Você tem heróis? Na sua lista há mulheres heroínas? Quantos de nós não temos pessoas, sejam reais ou fictícias, que nos inspiram a sermos ou fazermos algo grandioso com as nossas vidas?

Os heróis sempre estiveram por toda a parte. Nos livros que líamos na escola, nas telas da televisão e do cinemas e, claro, em nossa imaginação.

As imagens e os personagens heróicos construíram muito dos nossos sonhos e do imaginário das nossas brincadeiras. O herói é nosso conhecido e podemos conhecê-lo por muitos nomes.

Fiz uma busca no Google e a maioria dos nomes que aparecem são de heróis dos quadrinhos, como Super Homem, Batman, Pantera Negra, Capitão América, entre outros. Apenas uma mulher: a Mulher Maravilha.

É interessante perceber como ao longo da nossa história foram pouco destacadas as mulheres heroínas. Elas ficavam com papéis secundários como interesse amoroso dos heróis ou dos protagonistas.

Isso vem mudando com o crescimento do movimento feminista e o empoderamento feminino. O lado bom é que muitas histórias de mulheres estão sendo contadas.

E o que vamos encontrar nessas histórias de diferentes mulheres é que a forma de percorrer a jornada da heroína, ou seja, do feminino em si, é bem diferente das buscas do masculino. As duas buscas são únicas e singulares e se complementam ao caminho.

Jornada das mulheres

A jornada das mulheres é uma grande tapeçaria ou uma colcha de retalhos que é completada ou confeccionada por múltiplas mãos. Uma jornada que nos leva a buscar quem de fato somos, o que viemos fazer nesta vida e neste mundo.

Que interessantemente se faz, quando encontramos e estamos com outras mulheres. Nós nos referenciamos. Nós nos encontramos. Nós nos descobrimos umas nas outras.

É uma busca pela nossa marca individual. A busca por sermos a heroína da nossa história, aquela que protagoniza sua vida e responsabiliza-se por suas escolhas, na busca de descobrir e tornar-se plenamente quem é e encontrar meios para compartilhar seus dons e talentos.

Mas, e o que seria a jornada das mulheres heroínas em si? Seria derrotar o mal ou um vilão como vemos nas telas dos cinemas ou nos maiores épicos já escritos? Ou tem muito mais por trás dessas histórias?

Conte sua história

Maureen Murdock, autora, educadora e psicoterapeuta, construiu uma jornada da heroína especialmente focada nas necessidades dos caminhos que o feminino precisa percorrer, com base na Jornada do herói, de Joseph Campbell.

Ela levou em consideração que o feminino precisa fazer um caminho bem específico para deixar limites, restrições e construções patriarcais tão enraizados dentro de todas nós para, novamente, voltar para casa – para o que se é.

A autora diz que a forma como nós contamos nossa história é a forma como nós começamos a viver nossas vidas. Vamos então, contá-las?

As etapas da jornada das mulheres heroínas

1. Heroína se separa do feminino

Na cultura patriarcal, é muito comum nos separarmos da figura do feminino como parte do todo, exatamente pelo fato de se ter apenas a figura masculina como suprema. Sendo assim, nos tornamos o que Maureen Murdock chama de Filhas do Patriarcado.

Maureen diz que, em uma sociedade patriarcal, a mulher se separa da sua natureza feminina em um esforço para ser aceita.

O feminino representado pela mãe é rebaixado, torna-se bode expiatório, e é estereotipado ao ponto que a imagem arquetípica da Mãe perde sua alma, enquanto a mãe individual é culpada pelos problemas psicológicos de todos. Ela é meramente um alvo conveniente para se culpar sobre a confusão e baixa-estima experimentada por muitas mulheres em uma cultura que glorifica o masculino.

2. Identificação com o masculino e busca por aliados

Buscamos meios para nos adequar e adentrar a esfera do mundo masculino. Para a jornada das mulheres heroínas, muitas vezes, temos de deixar para trás, limitar ou excluir partes do nosso feminino.

3. Estrada de desafios e encontros com ogros e dragões

É aquele momento na jornada das mulheres heroínas em que encontramos pessoas ou situações que tentam nos destruir. Pode ser desde alguém que humilhe, critique de forma não construtiva, abuse ou violente, ou faça você pensar que não é capaz, inteligente.

4. Experimentando o benefício do sucesso

A jornada das mulheres heroínas muitas vezes se limita a terminar por aqui. Ou seja, ela supera esses ogros e dragões. Ela pode se contentar em ter chegado e simplesmente ficar ali. Mas, será que a jornada do feminino é só isso? Será o sucesso o suficiente?

5. O despertar para a aridez espiritual e morte

O sucesso pode ser algo apenas temporário. É nesse momento que, como já ouvi de muitas mulheres, vão dizer que:

  • não sabem quem elas são.
  • não veem mais sentido no que fazem.
  • não se veem felizes.

Elas percebem o quanto se feriram para se adequar e seguir a natureza e o ritmo masculino. Por isso, é um momento rico.

Estão se dando conta do vazio, da aridez, da falta de brilho e tesão, ou de uma morte (que é simbólico em diversos níveis) que chama a acordar e perceber que esse não era o caminho e que a jornada ainda não terminou.

6. Iniciação e descida à deusa

É nessa hora que as mulheres precisam encarar a crise que estão vivendo. Entramos em uma profunda depressão, temos crises de ansiedade recorrentes, ou chegamos ao fim de nós mesmas com um burnout.

Pode ter também acontecido algo externo que foi um choque, como uma separação ou morte de alguém que amava. A questão principal que é trazida a sua atenção, é que a forma que vivia era insuficiente e ela se desespera.

As estratégias masculinas que vinham sido usadas até agora, como ser excessivamente mental e lógica,não servem mais. A mulher se torna urgente. O feminino se torna urgente.

7. Reconexão com o feminino

É desse lugar, por exemplo, que a maioria das mulheres me procura. E as frases são sempre as mesmas:

  • eu preciso me conectar com esse sagrado feminino.
  • eu não sei o que é, mas sei que preciso.

Sem o feminino, morremos um pouco a cada dia, e adoecemos.

Nós não podemos mais voltar para aquele lugar que estava limitando e restringindo o nosso feminino. Não podemos mais viver assim, destituídas de nós mesmas.

8. Heroína cura a separação entre mãe e filha

Parte vital deste caminho de reconexão é retomar aquilo que é nosso. Reivindicar valores, qualidades, atributos, dons e habilidades do feminino. E vê-los e vivê-los de uma nova perspectiva. Ao resgatarmos o feminino, resgatamos nossas mães.

9. Heroína cura a ferida do masculino interior

A jornada das mulheres heroínas não termina com a volta ao feminino, mas com a revisão do masculino.

Como podemos descobrir e trazer para dentro de nós uma experiência do masculino sagrado e não tóxico e deturpado dos seus atributos reais e poderosos.

É hora de rever e conhecer um masculino real dentro de nós, nas nossas relações e no mundo.

10. Heroína integra o masculino e feminino

A última etapa dessa jornada é buscar a integração das polaridades interiores, que são o masculino e feminino, com um novo entendimento. Ressignificá-los é emergencial!

Essa integração é necessária se quisermos ser inteiras e não precisarmos abrir mão de quem somos e nem do feminino para fazê-lo e sê-lo. Pelo contrário – juntos somos mais fortes, dentro e fora.

Onde você se encontra nesta grande Jornada da heroína? A forma como nós contamos nossa história da vida é a forma como nós começamos a viver nossas vidas.

Quando uma mulher conta sua história e é a heroína e protagonista dela, ela incentiva todas as outras a se levantaram e terem coragem de fazer o mesmo.

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Ana Paula Malagueta

Utiliza diferentes formas, ferramentas e caminhos como o Yoga, Astrologia, Tarot, Danças Circulares, BodyTalk e movimentos em grupos de mulheres para acessar, desenvolver, resgatar e integrar as energias dos Sagrados Feminino e Masculino em nossas vidas.

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