Será que o amor da sua vida está no Tinder?

Casal conta suas versões sobre como se conheceram por meio do aplicativo de relacionamento e o que os levou a essa busca

Por Raquel Ribeiro

Raquel Ribeiro e Eliel Paiva, terapeutas e instrutores de ThetaHealing, se conheceram por um aplicativo de relacionamento, começaram a namorar e estão casados há mais de 2 anos. Hoje são parceiros na vida pessoal e profissional. Reunimos abaixo as versões deles sobre o que os levou a procurar por um par no Tinder.

Raquel

Para mim, Tinder sempre foi sinônimo de paqueras rasas e pegação. Eu de fato acreditava nisso e acabava encontrando pessoas que estavam nessa vibe. De alguma forma, procurava por relações mais momentâneas e recebia a exata medida do que pedia.

Por uns 3 meses, eu realmente me dediquei ao Tinder. Tanto que virei referência. Virava e mexia dava consultorias para amigas iniciantes sobre como conversar com os mocinhos e onde ter um primeiro encontro. Em determinado momento, me dei conta de que aquelas relações não me nutriam. Percebi isso quando tive uma vontade imensa de comer doce depois de um encontro e decidi deixar o Tinder.

Passei a me dedicar a mim mesma. Organizava meu apê e cuidava da minha hortinha na varanda. Passei a frequentar a feira orgânica semanalmente. Comecei a amar atividades diurnas. Visitava parques e lia incansavelmente. Trabalhei como voluntária. Participei de retiros maravilhosos para mulheres. Fiz muitas amizades. Viajei sozinha para encontrar amigos na praia e no campo. E, numa dessas viagens, lembro correr pela praia vazia acompanhada por um vira lata lindinho e eu cantando alto, com o vento no rosto “Ei, dor, eu não te escuto mais, você não me leva a nada. Medo, eu não te escuto mais, você não me leva a nada. E se quiser saber pra onde eu vou, pra onde tenha sol, é pra lá que eu vou”.

Depois de 9 meses vivendo essa vida que me transformou profundamente, com experiências de reconexão comigo mesma e de amor próprio, veio a vontade de encontrar um namorado… Nessas andanças, eu havia aprendido que deveria fazer uma lista com as características do homem que queria como parceiro.

Tinha ela na minha cabeça: barbudo, bonito, que fosse diurno, alegre, simpático, engraçado, inteligente, gostasse de conversar e viajar, fosse espiritualizado, independente, morasse sozinho, feminista, soubesse cozinhar e que quisesse se relacionar profundamente. Eu ficava pensando nessas características, dia após dia, criando uma imagem mental detalhada.

Foi aí que eu resolvi entrar no Tinder de novo, dessa vez querendo um relacionamento com um cara que não fosse nada menos do que tudo o que eu queria. Entrei numa terça- feira à noite, dei like em uns 3 ou 4 barbudos e fui dormir.

No dia seguinte, um deles tinha dado like em mim e começou a puxar papo! Um cara barbudo, inteligente e falante. Opa! Conversamos o dia todo.Na quinta-feira, ele disse: “Vamos sair amanhã?”. Eu respondi: “O que acha de irmos hoje?” Fomos e nos apaixonamos naquela noite. Eu olhava para ele e via a materialização do homem que queria, além de ser um músico incrível. Logo começamos a namorar. E em 5 meses, nos casamos de papel passado, reunimos a família e fomos para a lua de mel em Machu Picchu. Estamos juntos há 2 anos e meio e ainda olho para ele e digo “Parece que eu te inventei”. Quem pode dizer que não?

Eliel

Quando estamos sozinhos surgem questões como ansiedade de ter alguém para compartilhar a vida, confusão do que é um relacionamento, vivenciar a solidão e a nossa própria companhia. No momento em que eu estava solteiro, pude trabalhar essas questões em mim até ficar confortável e confiante. A partir do instante em que me senti dessa forma, foi possível pensar sobre o tipo de pessoa que eu queria ao meu lado.

Então criei uma imagem mental da mulher ideal, incluindo gostos, preferências e características físicas. Era importante para mim que tivesse abertura espiritual sem dogmas religiosos. Outra questão: eu tinha 26 anos e minha preferência era que ela fosse mais velha. Desejava também uma mulher inteligente, independente, decidida, firme, com opiniões fortes, apesar de saber que isso daria trabalho… Eu gosto dos desafios da relação e, caso compartilhássemos das mesmas ideias sempre, de quem eu teria o prazer de discordar?

A definição das características da pessoa com quem desejamos nos relacionar traz um sentimento de muita calma. De certa forma, entramos em um estado de segurança, porque sabemos que não vamos nos submeter a relações que seriam uma fria. Isso resolvido,  vamos viver com tranquilidade, na certeza de que quando a pessoa certa aparecer, vamos reconhecê-la na hora, não restará dúvida.

Em meio a essas reflexões, lembro que tive uma conversa interna e firmei o compromisso: “Não aceito nada mais, nada menos do que aquilo que foi designado para mim”. Isso me trouxe paz, eu estava leve, parecia que tudo estava bem. Esse foi mais um passo na preparação do terreno de encontrar alguém para partilhar a vida, mesmo que eu não tivesse a consciência de que estava fazendo isso.

Todos esse processos me deram a confiança de me jogar no mundo. Eu frequentei lugares físicos e digitais, que é o caso do Tinder. Comecei a procurar pessoas com as características que eu tinha escolhido no meu mundo interno. Foi quando eu vi a foto da Raquel. Linda, parecia ser tudo o que eu imaginei!

No perfil dela tinha uma demanda: “Procuro alguém que me faça rir”, me perguntei se eu seria esse cara, nunca fui de fazer ninguém dar gargalhada. Dei um like e a minha felicidade é que deu match! Fui pesquisar sobre coisas que ela havia mostrado da vida dela, achei interessante e compartilhei minhas impressões a respeito, então, a conversa foi fluindo e, em poucas horas, combinamos um encontro. Sugeri um lugar, ela outro, mas a vida acabou nos levando a um terceiro local não programado.

A conversa estava muito boa e começou a despertar uma certa preocupação de ficar só na amizade. Tem uma medida certa entre um papo legal com uma pitada de sem vergonhice que faz uma relação germinar. Então, tomei a iniciativa de encostar a mão na mão dela e fui retribuído, assim começou a nossa paixão.

Quando eu encontrei a Quel, a minha certeza se casou com a tranquilidade que eu trazia dentro de mim. Foi natural entrar na relação, foi fácil, porque já tinha começado havia muito tempo, eu tinha preparado na minha imaginação e no meu coração o terreno para meu amor entrar. Quando ela apareceu, tudo se encaixou.

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Raquel Ribeiro

Raquel Ribeiro é doutora em psicologia pela USP, terapeuta e instrutora oficial de ThetaHealing, certificada pelo Think (Thetahealing® Institute of Knowledge). É sócia do Aretê, que oferece cursos, atendimentos e vivências de ThetaHealing®.

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